sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pesquisa indica que a Síndrome de Down revela chave no combate ao câncer

Pessoas com síndrome de Down raramente desenvolvem a maioria dos tipos de câncer, e cientistas dos EUA agora descobriram por uma razão: elas têm cópias extras de um gene que ajuda a impedir os tumores de se autoalimentarem.
A descoberta pode levar a novos tratamentos contra o câncer, segundo artigo [Down's syndrome suppression of tumour growth and the role of the calcineurin inhibitor DSCR1] publicado na quarta-feira na revista Nature.
Pesquisadores de várias universidades, inclusive a Harvard, usaram um novo tipo de células-tronco semelhante à embrionária, chamada célula-tronco pluripotente induzida (iPS), que é obtida da pele e pode ser induzida a agir como células-tronco, os “manuais de instrução” capazes de gerar qualquer tecido do organismo. Matéria de Maggie Fox, da Agência REUTERS, com informações adicionais do Ecodebate.
Usando células iPS de um voluntário com a síndrome de Down e ratos geneticamente alterados para desenvolverem uma versão da síndrome, os pesquisadores localizaram um gene que protege contra tumores.
A síndrome de Down é a causa genética mais comum de retardamento mental, e ocorre em cada 1 de 700 bebês nascidos vivos.
A teoria ligando o câncer à síndrome de Down foi muito estudada pelo professor de Harvard Judah Folkman, que morreu em 2008 e cujo nome consta no estudo. Ele desenvolveu teorias sobre como as células cancerígenas desenvolvem vasos sanguíneos para se nutrirem, num processo chamado angiogênese.
Ele também notou que o câncer é raro entre portadores de Down, exceto a leucemia. Um estudo com 18 mil pessoas com síndrome de Down apontou uma incidência de câncer de apenas 10 por cento do previsto na população geral.
A síndrome de Down se caracteriza pela presença de três cópias do cromossomo 21, em vez de duas cópias, como nas demais pessoas. Isso lhes dá versões extras de 231 genes diferentes.
Um desses genes, chamado DSCR1 (ou RCAN1) codifica uma proteína que suprime o fator de crescimento endotelial vascular, um composto necessário para a angiogênese.
Tanto os pacientes com Down quanto os ratos geneticamente modificados tinham quantidades adicionais da proteína DSCR1, e os ratos também eram mais resistentes aos tumores.
“Esses dados fornecem um mecanismo para a incidência reduzida de câncer na síndrome de Down”, escreveram os pesquisadores.
Mas, “como o cromossomo humano 21 contém mais de 200 genes, seria surpreendente se o DSCR1 fosse o único gene do cromossomo 21 implicado na supressão de tumores em indivíduos com síndrome de Down”, acrescentaram.
O artigo “Down’s syndrome suppression of tumour growth and the role of the calcineurin inhibitor DSCR1“, publicado na Nature advance online publication 20 May 2009 | doi:10.1038/nature08062; Received 15 January 2009; Accepted 16 April 2009; Published online 20 May 2009, apenas está disponível para assinantes.
Informações adicionais podem ser encontradas no Nature News, na matéria “Why people with Down’s syndrome get fewer cancers”
Published online 20 May 2009 | Nature | doi:10.1038/news.2009.493

Matéria da Agência REUTERS, no Estadao.com.br
 
 

Portador de síndrome de down com maior idade: do Ceará para o Brasil

Com 67 anos, Raimundo Cardoso de Almeida entra para o RankBrasil

  Portador de síndrome de down com maior idade



Raimundo Cardoso de Almeida, conhecido também como Raimundim, é o novo recordista do RankBrasil. Natural da cidade de General Sampaio, no Ceará, ele tem 67 anos de idade e reside atualmente em Maracanaú, também no Ceará, com o irmão Pascoal Cardoso de Almeida e a cunhada Maria Marlene Freitas Almeida, pois os pais, Francisco Rodrigues Almeida e Ana Cardoso Rodrigues já são falecidos.

Segundo a sobrinha do recordista, Gleicilene Freitas, que também mora com ele, Raimundo goza de uma saúde invejável. “Temos uma pérola dentro de casa, pois irradia alegria o tempo todo”, destaca.

Raimundo nasceu em 26 de junho de 1944. De acordo com Gleicilene, quando criança, o recordista despertava curiosidade e as pessoas não faziam questão de esconder o preconceito. “Diferente de hoje em dia, que existem tratamentos para a doença e projetos de inclusão social, na época, a síndrome de down não era conhecida e nem tinha explicação científica”, diz.

Mesmo com características diferentes de crianças normais, conta Gleicilene, a sua avó, que é a mãe do recordista, dizia que foi “um mérito de Deus recebê-lo”, que Raimundo era um “pingo de luz”. “Todos perguntavam o que minha avó iria fazer com aquela criança diferente e ela simplesmente respondia: amar”, ressalta.

E o amor de Ana foi incondicional. Conforme Gleicilene, sua avó dizia: “Se Deus me deu esta criança diferente é uma prova de sua existência e aceitar é a sublimação desta missão”. De acordo com a sobrinha de Raimundo, Ana aceitou o desafio, aprendeu a conviver e dentro de si uma voz lhe dizia ser ele “um ser especial”.

Para o desenvolvimento físico e mental do recordista, foram utilizados alguns princípios alternativos. “A oportunidade de deixar Raimundo ajudar a cuidar dos irmãos, acreditando no seu potencial, também contribuiu com a necessidade dele se sentir útil”, conta Gleicilene.

O recordista conseguiu andar com quatro anos de idade. Após os sete, a comunicação foi estabelecida no ambiente familiar. Com determinada idade, Raimundo foi um gênio nos cuidados com os irmãos. “Enquanto minha avó fazia outras coisas, Raimundo cuidava dos seus três irmãos mais novos: dava comida, trocava roupas e fazia dormir em seu colo ou na rede, com canções de ninar”, diz.

Segundo Gleicilene, Raimundo também cuidava de si mesmo, de suas roupas e até das tarefas caseiras, como limpar a casa, fazer café, arroz, ovo, mingau: “O que ele mais gostava era engomar a roupa e era uma luta, pois naquele tempo o ferro era à brasa”.

Com trinta e sete anos o recordista foi para Monte Castelo, interior de São Paulo, foi quando a família soube a respeito da excepcionalidade de Raimundo. “A partir disto, a família começou a dar mais atenção a sua fala e seus comportamentos. Foi justamente quando ele melhorou na comunicação e todos já podiam entendê-lo”, explica.


De acordo com a sobrinha, Raimundo era motivo de muita preocupação para a avó Ana, que tinha medo da família não cuidar direito dele depois de sua morte. Na sua última hospitalização, ela proferiu um pedido para que a nora Maria Marlene cuidasse de Raimundo. Então, com sessenta anos, o recordista se mudou para Maracanaú, onde mora até hoje.

O recordista foi corajoso, conforme Gleicilene: “Ele entendeu que o momento dela tinha chegado e aceitou sua passagem como uma estrela cadente, deixando luz e brilho”. E hoje Raimundo diz: “Não tem pai e não tem mãe. A mamãezinha morreu, agora é a Marlenta e o Pacal é pai” (como ele pronuncia).

E a vida continua para Raimundo, “uma vida feliz”. A sobrinha conta que ele é muito organizado com suas roupas, tem responsabilidade em cuidar do lixo na casa (hábito que ele próprio se encarregou), gosta de se arrumar para ir à igreja evangélica, tem a bíblia como herança dos pais e não tem quem faça aceitar outra.

“Agradecemos pela semente de amor que minha avó Ana deixou. Ele continua morando com o irmão, cunhada e sobrinhos, que tanto ele ama e é correspondido”, diz Gleicilene. “Raimundo é a alegria do lar”, completa.

Fonte: rankbrasil

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A Deficiência Mental e o Desporto

O esporte direcionado às pessoas com deficiência mental surgiu quando Eunice Kennedy Shriver convidou um grupo de crianças com deficiência mental para participarem de um churrasco e de jogos externos em sua casa. Foi quando percebeu que seus convidados apresentavam um potencial maior do que o atribuído a eles. Assim tiveram início as Olimpíadas Especiais, em 1962, nos Estados Unidos, através da FUNDAÇÃO KENNEDY, um programa nacional de atividades esportivas que oferece a oportunidade de reunir crianças, praticar esportes e treinar para competições anuais em muitas modalidades. Entretanto já existia na Europa alguma atividade esportiva para pessoas com dedeficiência mental, com caráter demonstrativo (PUESCHEL, 1995; PETTENGILL, 1997).

O programa SPECIAL OLYMPICS INTERNATIONAL da FUNDAÇÃO KENNEDY, foi implantado no Brasil em dezembro de 1990. "Este programa já está implantado em mais de 100 países e trata somente de desporto, com o objetivo de colaborar com a tarefa de integrar todas as pessoas com deficiência mental à sociedade, em condições que lhes permitam serem aceitos e respeitados, proporcionando-lhes a oportunidade de se tornarem úteis e produtivos." (PETTENGILL, 1997, p. 300). Trata-se de um programa com características próprias e desvinculado da Federação Nacional das APAE’s (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

No Brasil, o esporte para pessoas com deficiência mental teve seu início em 1973, com a Federação Nacional das APAE’s. Criou-se a Olimpíada Nacional das APAE’s realizada a cada 2 anos e que, em suas primeiras edições, além das pessoas com deficiência mental contou também com a participação de pessoas com deficiência visual e auditiva. Somente após a 5ª Olimpíada , em 1981, a competição passou a ser praticada somente por atletas deficientes mentais. Foram criados as Associações Regionais de Deficientes Mentais (ARDEM) que levaram a criação da ABDEM - Associação Brasileira de Desporto de Deficientes Mentais, reconhecida pelo Conselho Nacional de Desporto mediante a deliberação 04/85 (PETTENGILL, 1997).

Em 01 de fevereiro de 1986, na Holanda foi criada a Federação Internacional de Desporto para portadores de deficiência mental (INAS-FMH) filiada ao Comitê Olímpico Internacional (IPC). De 13 a 23 de setembro de 1992, em Madrid, Espanha, aconteceu a primeira paraolimpíada oficial para pessoas com deficiência mental, os "I Juegos Paraolímpicos para Discapacitados Psíquicos" Participaram 2.000 atletas de 70 países em 5 modalidades: tênis de mesa, basquetebol, futebol de salão, natação e atletismo (INSERSO, 1991).

Fonte: http://www.entreamigos.com.br/

Senado aprova projeto que garante ensino a deficientes em casa

O Senado concluiu hoje (14) a votação de projeto de lei que garante educação em domicílio à deficientes que, por incapacidade física que impeça a locomoção, possam frequentar a escola regularmente. O projeto de lei foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Educação e agora vai à apreciação na Câmara dos Deputados.

O autor do projeto, Augusto Botelho (sem partido-RR), destacou que a legislação brasileira que trata da educação da pessoa com deficiência em escolas especiais e em instituições hospitalares onde o aluno esteja internado nada diz sobre o aluno com deficiência que não tenha condições de sair de casa para frequentar a escola.

“É certo que essa dificuldade é real e não pode servir de motivo para que a pessoa com deficiência deixe de ter garantido seu direito constitucional à educação”, acrescentou o parlamentar. Segundo ele, compete ao Poder Público prover todos os meios e recursos para que o estudante tenha seu desenvolvimento educacional garantido, inclusive em sua residência.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pesquisa indica que há 99,3% de preconceito no ambiente escolar

Pesquisa realizada em 501 escolas públicas de todo o país, baseada em entrevistas com mais de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, revelou que 99,3% dessas pessoas demonstram algum tipo de preconceito etnorracial, socioeconômico, com relação a portadores de necessidades especiais, gênero, geração, orientação sexual ou territorial. O estudo, divulgado hoje (17), em São Paulo, e pioneiro no Brasil, foi realizado com o objetivo de dar subsídios para a criação de ações que transformem a escola em um ambiente de promoção da diversidade e do respeito às diferenças.
De acordo com a pesquisa Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 96,5% dos entrevistados têm preconceito com relação a portadores de necessidades especiais, 94,2% têm preconceito etnorracial, 93,5% de gênero, 91% de geração, 87,5% socioeconômico, 87,3% com relação à orientação sexual e 75,95% têm preconceito territorial.
Segundo o coordenador do trabalho, José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), a pesquisa conclui que as escolas são ambientes onde o preconceito é bastante disseminado entre todos os atores. “Não existe alguém que tenha preconceito em relação a uma área e não tenha em relação a outra. A maior parte das pessoas tem de três a cinco áreas de preconceito. O fato de todo indivíduo ser preconceituoso é generalizada e preocupante”, disse.
Com relação à intensidade do preconceito, o estudo avaliou que 38,2% têm mais preconceito com relação ao gênero e que isso parte do homem com relação à mulher. Com relação à geração (idade), 37,9% têm preconceito principalmente com relação aos idosos. A intensidade da atitude preconceituosa chega a 32,4% quando se trata de portadores de necessidades especiais e fica em 26,1% com relação à orientação sexual, 25,1% quando se trata de diferença socioeconômica, 22,9% etnorracial e 20,65% territorial.
O estudo indica ainda que 99,9% dos entrevistados desejam manter distância de algum grupo social. Os deficientes mentais são os que sofrem maior preconceito com 98,9% das pessoas com algum nível de distância social, seguido pelos homossexuais com 98,9%, ciganos (97,3%), deficientes físicos (96,2%), índios (95,3%), pobres (94,9%), moradores da periferia ou de favelas (94,6%), moradores da área rural (91,1%) e negros (90,9%).
De acordo com o diretor de Estudos e Acompanhamentos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação (MEC), Daniel Chimenez, o resultado desse estudo será analisado detalhadamente uma vez que o MEC já demonstrou preocupação com o tema e com a necessidade de melhorar o ambiente escolar e de ampliar ações de respeito à diversidade.

“No MEC já existem iniciativas nesse sentido [de respeito à diversidade], o que precisa é melhorar, aprofundar, alargar esse tipo de abordagem, talvez até para a criação de um possível curso de ambiente escolar que reflita todas essas temáticas em uma abordagem integrada”, disse.

Realizada exposição da Terceira Idade e de Alunos da APAE-Cariré, na praça da Prefeitura Municipal

Ficaram encerrados no último dia 10, em exposição realizada na praça da Prefeitura Municipal, os projetos "Pinte Hoje, Ajude o Amanhã", voltado para pessoas idosas e o "Literatura de Cordel", para pessoas com deficiência. Ambos foram aprovados em seleção de projetos realizados pelo Governo do Estado, sendo que o "Pinte Hoje, Ajude o Amanhã", consistiu em aulas de pinturas em cartolina, pano e tela, para 120 pessoas idosas, incluindo as da sede, Anil e Jucá; enquanto que o "Literatura de Cordel" consistiu de aulas para 30 pessoas com deficiências, entre crianças e adultos, que elaboraram um livrinho de cordel. Caravanas de ônibus conduziram idosos de Anil, Jucá e Muquém de São Pedro, até o local do evento.

Todas as obras confeccionadas nos citados projetos foram expostas em "stands" montados em frente ao prédio da Prefeitura Municipal de Cariré, sendo vendidas a preços módicos e contou com uma boa frequência de pessoas interessadas em comprá-las. Na ocasião, a primeira dama e secretária municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social, Virgina Souza Aguiar fez uso da palavra para agradecer a todos os que participaram e colaboraram com a realização dos dois projetos, que tiveram como objetivos a valorização e a socialização das pessoas idosas e com deficiência. A mesma afirmou que a renda obtida pela vendas dos objetos de pintura e dos livrinhos de cordel, será revertida em prol da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais-APAE de Cariré, da qual, a própria Virgina Aguiar é presidente.

Prêmio Contribuintes no interior do Ceará

Conheça as entidades do centro e centro-sul beneficiadas

O Prêmio Contribuintes chega aos municípios da região central e centro sul do ceará. Com essa iniciativa, as notas fiscais arrecadadas se transformam em benefícios para instituições filantrópicas e projetos sociais. O prêmio é uma parceria do governo do Estado e do Sistema Verdes Mares. A entrega vai ser na noite desta terça-feira (14), em Russas. Conheça algumas das entidades beneficiadas.
Um dos campeões em arrecadação foi a sociedade quixadaense de proteção e assistência a maternidade e a infância. Depois de trocadas,as notas fiscais renderam à instituição R$ 37.000,00.
As notas fiscais ajudam a manter o hospital maternidade Jesus Maria José, que recebe gestantes de Quixadá e outros 9 municípios vizinhos. As mulheres que tem gestação de risco ou moram longe do hospital são acolhidas pelo projeto casa da gestante.
O projeto casa da gestante existe há 2 anos e é custeado por recursos próprios do hospital e pelo programa sua nota. Neste ano, já acolheu mais de 690 grávidas.
O custo médio de uma gestante por mês é de R$ 190,00.Graças ao dinheiro arrecadado com as notas fiscais vem sendo possível manter a casa.
Associação Boa Semente
Outras instituições também lideram o ranking das que mais arrecadaram notas fiscais: a Associação Boa Semente, que desenvolve ações sociais e de evangelização às famílias e jovens carentes de Quixeramobim, participa há dois anos do programa do governo. Os 8 milhões e 424 mil reais recolhidos neste ano valeram à entidade católica R$79.000,00. O trabalho de triagem e organização das notas é realizado na sede da instituição. O dinheiro foi utilizado na ampliação do espaço. Até o fim de 2009, só existia um bloco onde ficava as irmãs. Agora, já está sendo concluída a construção do segundo bloco, que vai hospedar padres e missionários. As notas fiscais representam hoje 90% da renda da entidade.
Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Limoeiro do Norte
Os recursos do governo também ajudaram a tocar os projetos para melhorar e ampliar a sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Limoeiro do Norte. As notas fiscais doadas à entidade renderam mais de R$ 28.000,00. Com o dinheiro, foi possível construir 600 metros quadrado de muro de proteção e ainda a piscina, onde vai funcionar a área de lazer que deve ficar pronta no ano que vem.
A associação funciona como escola para crianças e adultos com deficiência. Os 62 alunos, acima de 6 anos de idade, recebem aulas didáticas, de pintura, arte circense e laborais. A instituição conta com a ajuda do comércio e das mães para arrecadar as notas fiscais. Desde 2008, o dinheiro do programa vem contribuindo para as despesas da entidade, que já investiu na construção de 7 salas de aula, um auditório e na reforma da cozinha e dos banheiros.
Este ano, a secretaria da fazenda do Ceará arrecadou 6 bilhões e 200 milhões de reais em notas, um crescimento de 21% comparado com 2009. O prêmio contribuintes vai ser entregue nesta terça-feira (14), às 19h, no Paraíso das Festas, em Russas.


Fonte: bomdiaceara

FELIZ NATA E UM PRÓSPERO ANO NOVO!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pesquisa revela avanços e desafios na inclusão social de pessoas com deficiência

O compromisso existe e é internacional, assinado por todos os países que ratificaram a Convenção da ONU sobre Direitos das Pessoas com Deficiência.
                Os resultados das políticas públicas para sua inclusão social, no entanto, variam muito. Pesquisa do DataSenado fez um amplo balanço dos avanços e desafios para assegurar a cidadania das pessoas com deficiência, na voz dos próprios interessados. Para 57% dos entrevistados, a vida das pessoas com deficiência está melhor, mas 77% acham que seus direitos ainda não são respeitados no país.
                Foram realizadas 1.165 entrevistas e a amostra foi subdividida em três categorias: pessoas com deficiência física (759), visual (170) e auditiva (236). Essa proporção levou em conta o cadastro do Instituto Brasileiro dos Direitos das Pessoas com Deficiência (IBDD), organização não-governamental com sede no Rio de Janeiro e atuação nacional na promoção da inclusão social desses segmentos da sociedade. Os dados foram coletados entre os dias 28 de outubro e 17 de novembro de 2010. Os resultados têm margem de erro de 3%.
                Na avaliação de 59% dos participantes do levantamento, o preconceito em relação às pessoas com deficiência está diminuindo. Para 38%, o maior desafio ainda é a inclusão no mercado de trabalho. A pesquisa apurou que 55% dos entrevistados realizam algum trabalho remunerado, sendo que 71% estão empregados em empresas privadas, 15% são funcionários públicos e 15% autônomos. As pessoas com deficiência auditiva são as mais empregadas (67%), seguidas por aquelas com deficiência física (54%) e visual (41%). Para 52%, a legislação existente sobre o mercado de trabalho (Lei de Cotas) torna mais fácil a contratação de quem tem deficiência. A discriminação no ambiente de trabalho, por outro lado, é apontada como uma realidade, frequente ou pelo menos parcial, por 43% dos entrevistados.
                Quando o tema é a educação, 51% das pessoas com deficiência entendem que o próprio adolescente deveria escolher a escola onde estudar. Se pudessem escolher, 69% dos entrevistados optariam por uma classe comum em uma escola regular. Mas as diferenças entre tipos de deficiência ficaram muito claras: para 77% das pessoas com deficiência física, a classe comum em escola regular seria melhor; mas a escolha muda quando são pessoas com deficiência auditiva (58%) e visual (54%). As críticas à falta de capacitação dos professores foram feitas por 38% dos entrevistados (48% entre deficientes auditivos). As instalações físicas não adaptadas foram apontadas por 33% (40% entre os deficientes físicos), ao passo que 21% dos deficientes visuais queixaram-se de material de ensino inadequado.
                No campo da informação, 68% dos entrevistados apontaram a TV como melhor meio para comunicar-se com as pessoas com deficiência, enquanto 77% apontaram a internet como principal meio para a busca de informações. Para 54%, as leis sobre o acesso da pessoa com deficiência à informação ainda são insuficientes.
                A questão da mobilidade urbana, por outro lado, apareceu como mais um motivo de reclamação. No caso da adaptação dos prédios, 64% acham que poucos edifícios públicos estão adaptados (66% no caso dos estabelecimentos comerciais). Ruas e calçadas adaptadas também são franca minoria, para 52% dos participantes da pesquisa. No caso do transporte público, um empate: 43% acham que ele atende bem a pessoa com deficiência e outros 43%, que não.
                Quando o tema é lazer, a pessoa com deficiência quer usufruir das mesmas atividades de recreação destinadas ao restante da população, mas em ambientes adaptados: 35% pedem a adaptação e 31% reivindicam mais opções de lazer. Por falta de recursos de acessibilidade, 64% das pessoas com deficiência física lamentaram não ter condições de praticar esportes (51% no segmento de deficientes visuais), 25% das pessoas com deficiência auditiva disseram não poder ir ao teatro e 23% das pessoas com deficiência visual deixaram de ir ao cinema.
                O planejamento da pesquisa "Condição de vida das pessoas com deficiência no Brasil" levou o DataSenado a estudar meios para assegurar plena condição de resposta às pessoas, independente de sua deficiência. Assim, o questionário telefônico foi aplicado para quem tem deficiência física ou visual. E um questionário eletrônico foi desenvolvido especialmente para as pessoas com deficiência auditiva. As perguntas escritas foram redigidas a partir de pressupostos linguísticos específicos para pessoas com deficiência auditiva. E todas essas questões foram também apresentadas por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), disponibilizadas em vídeo. Esses vídeos foram elaborados pela TV Senado, com apoio da equipe de intérpretes de Libras do Senado Federal.

Fonte: Redação/Agência Senado (Com informações da Secretaria de Pesquisa e Opinião) (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Fale com o Secretário dá voz a pessoas com deficiência intelectual

O evento ''Fale com o Secretário'', realizado nesta quinta-feira (9/12), promoveu um encontro entre associações que se dedicam ao cuidado de crianças portadora de Síndrome de Down, com o secretário da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

"Temos que construir nosso espaço no mundo e falar por nós mesmos", disse Ana Beatriz Paiva, 34 anos, portadora de Síndrome de Down, ao destacar a importância da atuação ativa dos deficientes intelectuais na defesa de seus direitos.
A declaração foi feita durante o evento Fale com o Secretário, realizado nesta quinta-feira (9/12), quando membros da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Associação para o Desenvolvimento, Educação e Recuperação do Excepcional (Adere), Associação para o Desenvolvimento Integral do Down (Adid), Carpe Diem, Centro Israelita de Apoio Multidisciplinar (Ciam) e Grupo Chaverim conversaram com o secretário da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.
"Eu tenho o prazer de estar aqui neste evento aprendendo mais um pouco com vocês. Espero que nessa reunião surjam opiniões que possam ser colocadas em prática pelo poder público de São Paulo", saudou o secretário. O encontro com cerca de 180 jovens e adultos com algum tipo de deficiência intelectual foi na sala Adoniran Barbosa, do Centro Cultural São Paulo, e abriu espaço para a exposição de idéias, dúvidas e reclamações.
Programas de Acesso e Inclusão
Dentre os esforços da Prefeitura para ampliar o acesso de pessoas com deficiência no mercado de trabalho está o Programa Jovens Paulistanos, que capacita também reabilitandos do INSS. Este ano, mais de 400 pessoas participaram de cursos gratuitos em sete modalidades, com aulas teóricas e práticas. Já a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) firmou parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Semdet) para a inclusão social das pessoas com algum tipo de deficiência no mercado de trabalho

Fonte: jusbrasil

Dia 11 de Dezembro - Dia Nacional das APAES

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Programa de inclusão de pessoa com deficiência tem avaliação


Educação e formação profissional para pessoas com deficiência é o foco do programa Tec Nep, desenvolvido pelo Ministério da Educação há dez anos. Nesta quarta-feira, 8, foi aberta uma reunião de trabalho do programa para a avaliação da iniciativa no período de 2000 a 2010. O encontro, que vai até a próxima sexta-feira, 10, reúne gestores centrais, regionais e estaduais do programa, além de representantes de assessorias de inclusão, coordenadores de centros de equoterapia, representantes do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) e do Instituto Benjamin Constant (IBC).

Na abertura, os participantes foram saudados pelo diretor de formulação de políticas da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, Luiz Augusto Caldas. “A construção de um mundo de iguais pressupõe o respeito às diferenças. Renovo o pedido para que continuemos caminhando juntos na construção de um grande projeto de nação”, disse.

Neste primeiro dia, o encontro discute o uso de tecnologias assistivas na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, além das relações étnico-raciais e a homofobia nas escolas. Houve mesas redondas sobre os centros de formação de cães guias e sobre equoterapia como nova proposta de inclusão.

Para a quinta-feira, está prevista a prestação de contas dos últimos dez anos do programa Tec Nep. Na sexta-feira, haverá uma exposição sobre o atendimento dos estudantes com nanismo nas escolas da rede federal. Por último será produzido um documento, que será encaminhado ao 1º Congresso Sul-americano de Educação Profissional, Científica e Tecnológica Inclusiva, que será realizado no Rio de Janeiro em 2011.

Histórico – No começo do programa, há dez anos, o foco era a sensibilização e conscientização sobre educação inclusiva da comunidade escolar. Nesse período, foi feita a formação inicial e continuada de recursos humanos. De 2007 a 2009, foi promovida uma especialização de educação profissional inclusiva a distância, que levou à certificação de 111 profissionais. Este ano, foi constatada a entrada de um grande contingente de deficientes auditivos na rede federal. Então, cresceu a demanda por cursos de Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Segundo o coordenador do programa, Franclin Nascimento, existem parcerias estratégicas com o Ines e IBC para que sejam desenvolvidas tecnologias sociais assistivas, como bengalas e óculos especializados. O Tec Nep possui também centros de referência no desenvolvimento dessas tecnologias. “Essas tecnologias são acessíveis por causa do baixo custo”, destacou Franclin.

Outro avanço promovido pela estratégia foi a produção e publicação de material didático adaptado às especificidades dos alunos. O programa também conta com cinco centros de equoterapia – no campus Concórdia, do Instituto Federal Catarinense; no campus Barbacena, do Instituto Federal Sudeste de Minas; nos campi Rio Verde e Ceres, do Instituto Federal Goiano, e no campus Iguatu, do Instituto Federal do Ceará. Além disso, está sendo desenvolvido o curso de tecnólogo em comunicação e tecnologia assistiva, com experiências piloto nos estados do Amazonas, Pará, Pernambuco e Piauí. Já o curso técnico de órteses e próteses está sendo desenvolvido experimentalmente no campus Salvador, na Bahia.

O Tec Nep também instalou pelo país 146 Napne, que são núcleos de atendimento às pessoas com necessidades especiais situados nos Institutos Federais. Outro grande feito do programa foi a criação de centros de referência em todo o país. O Campus de São José, do Instituto Federal de Santa Catarina, por exemplo, criou tradição no oferecimento de cursos de educação profissional para surdos. Já as escolas de Bento Gonçalves (RS), Charqueadas (RS) e Guanambi (BA) se tornaram referência no desenvolvimento de tecnologia assistiva.

O programa é desenvolvido pela Setec e pela Secretaria de Educação Especial (Seesp), ambas do MEC. Surgiu para dar suporte à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no acesso, permanência e saída com sucesso de pessoas com deficiência.

Fonte: MEC Assessoria de Imprensa

Audiência pública debate inclusão de pessoas com deficiência nas escolas

[Foto:Educação, Cultura e Esporte ]
Como parte das atividades da 6ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, promovida pelo Senado, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) debateu, nesta quarta-feira (8), os desafios para a inclusão dessas pessoas nas escolas.
Para o senador Flávio Arns (PSDB-PR), que presidiu a reunião, o Legislativo tem que viabilizar políticas públicas e orçamento para permitir a inclusão das pessoas com deficiência. Ele destacou a importância do diálogo para que o Plano Nacional de Educação, a ser elaborado no próximo ano, reflita os anseios das pessoas com deficiência.
- Precisamos, em conjunto, encontrar os caminhos; não acharmos que temos as decisões definitivas - assinalou.
O senador José Nery (PSOL-PA) destacou a necessidade de aperfeiçoamento da capacitação dos professores para garantir respeito e dignidade, nas escolas, às pessoas com deficiência.
- Creio que debater essas questões é ter sensibilidade suficiente para, no processo de inclusão, observar as diferenças e dar a elas o tratamento adequado - disse.
Participaram da audiência o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG); Allisson Vinicius da Silva Pinto, autodefensor Estadual da Federação das Apaes de Minas Gerais; Angélica de Oliveira Dias, consultora de Educação e Reabilitação da Organização Nacional de Cegos do Brasil; Rimar Ramalho Segala, professor e ator; Gustavo Adolfo de Medeiros, mestre em Inteligência Artificial e Neurociência Computacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; e Maria de Fátima Amaral, presidente da Associação dos Deficientes de Brasília.
Allisson Pinto observou que as escolas brasileiras ainda não estão preparadas para lidar com as pessoas com deficiência e disse que, para isso, será necessário mudar a forma de trabalhar.
Rimar Segala relatou as dificuldades vividas pelos deficientes auditivos no Brasil. Segundo ele, não basta que os professores aprendam a língua de sinais, mas entendam a cultura do surdo.
Segundo Gustavo Adolfo de Medeiros, pesquisador da Adefa na área de autismo, a forma como vem sendo imposta a inclusão nas escolas brasileiras tem prejudicado os estudantes com deficiência.
- Acho que a inclusão não é um objetivo, a inclusão é um meio. E, mais importante do que incluir, é saber incluir, saber quanto, onde e como incluir.
Para Angélica de Oliveira Dias, Consultora de Educação e Reabilitação da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), a legislação brasileira tem avançado no sentido de buscar a inclusão das pessoas com deficiência, mas não há ainda políticas efetivas para cumprimento dessas leis. Na opinião de Angélica, ainda é utópico falar de inclusão no Brasil.
- A gente fala: vamos tornar iguais os diferentes. Não. Nós devemos tratar a diferença com diferença, sim, para que a gente consiga colocar num patamar de igualdade - argumentou.
A presidente da Associação dos Deficientes de Brasília (ADB), Maria de Fátima Amaral, também reivindicou maior cumprimento da legislação para a garantia da acessibilidade aos deficientes. Ela narrou as dificuldades encontradas para frequentar as aulas em uma universidade do Distrito Federal.
Para o deputado Eduardo Barbosa (dep. Federal MG), o preconceito em relação a pessoa com deficiência é camuflado no Brasil, o que também dificulta o aprendizado nas escolas.

Fonte: senado.gov

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Luizianne sanciona leis que beneficiam pessoas com deficiência

A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, sancionou três leis que beneficiam pessoas com deficiência. A primeira lei prevê a contratação de profissionais capacitados no uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para atendimento ao público que necessite, em postos de saúde e outros órgãos públicos.

A segunda institui o 26 de outubro como o Dia do Movimento Pestalozziano. E a terceira define a criação, na rede pública municipal de ensino, da Semana Cláudio Pereira sobre Acessibilidade de Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida, que acontecerá na semana que incidir o dia 21 de setembro - Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência.

Fonte: opovo

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Falta acessibilidade nas escolas públicas

Comissão de educação da Assembleia constata o problema


Esta sexta-feira (3) é o dia internacional da pessoa com deficiência. A falta de acessibilidade é ainda uma barreira muito forte pra essas pessoas.
As escolas publicas estaduais ainda precisam evoluir, principalmente, na estrutura. Foi o que revelou um estudo da comissão de educação da Assembleia Legislativa.
Foram pesquisadas 26 escolas estaduais somente  em Fortaleza. Em 53% delas não há qualquer rampa de acesso à deficientes. A infra-estrutura, no geral, também é precária: instalações hidráulicas defeituosas, infiltrações, cadeiras danificadas e bibliotecas improvisadas.
Ainda, segundo o relatório, 50,96% dos professores são temporários e 49,04% são concursados. A oposição criticou.
O presidente da comissão e relator foi um deputado da base aliada. Artur bruno, do PT, garantiu que o documento não serve para criticar o governo e sim ajudar a melhorar a educação pública.
No estúdio, o repórter Marco Aurélio Cabral comentou a repercussão do estudo. Confira.

Fonte: tvverdesmares

Síndrome de Down e baixo peso: riscos combinados

Estudo norte-americano pioneiro traça principais riscos que ameaçam a saúde dos bebês com Down nascidos muito abaixo do peso
Novo estudo mostra que bebês com síndrome de Down que pesam abaixo de 1,6 quilos ao nascer correm mais riscos de desenvolver problemas cardíacos e pulmonares, aumentando assim as chances de óbito.
Pesquisadores estadunidenses analisaram relatos médicos de mais de 50 mil bebês de muito baixo peso (entre 400 gramas e 1,6 quilo no nascimento). Eles constataram que, deste grupo de bebês, os nascidos com síndrome de Down tinham 2,5 vezes mais chances de morrer nos primeiros meses de vida.
Os autores do estudo ressaltaram que o risco aumentado de óbito foi devido, em partes, aos altos índices de complicações cardíacas, pulmonares e do trato digestivo, além de infecções sanguíneas que também põem a vida em risco.
Guia de cuidados
Entretanto, os pesquisadores também descobriram que os bebês com síndrome de Down eram menos propensos do que os outros bebês de muito baixo peso a desenvolver retinopatia de prematuridade, problema ocular causado pelo crescimento excessivo de vasos sanguíneos na retina.
Publicadas na edição online da revista especializada "Pediatrics" no início da semana, as descobertas do estudo podem ajudar a guiar os cuidados e tratamentos de bebês muito abaixo do peso que sofrem da síndrome de Down, apontam os autores.
"Anteriormente, profissionais de saúde que cuidavam desses casos tinham de tomar decisões sobre tratamentos com base em estudos da população geral de bebês de muito baixo peso e em estudos sobre bebês com síndrome de Down que talvez não tivessem muito baixo peso no nascimento", disse Rosemary D. Higgins, pesquisadora do National Institute of Child Health and Human Development e principal autora do estudo, em um informativo do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. "Nosso estudo fornece informações extremamente necessárias aos médicos e familiares que precisam tomar decisões para este grupo único de pacientes", complementou.

Fonte: Rock Apneia

Preconceito é apontado como principal problema para a pessoa com deficiência no Brasil

O preconceito ainda é o principal obstáculo para as pessoas portadoras de qualquer tipo de deficiência no país, disse nesta sexta-feira (3) o cadeirante Geraldo Nogueira, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), durante o seminário Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promovido pela OAB no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Nogueira ressaltou que no Brasil a questão é cultural, mas que precisa ser vencida para que os deficientes façam parte da sociedade em igualdade de condições com as outras pessoas. “Existe um preconceito velado que nós não admitimos e todos nós, estou me incluindo nesse processo, fomos educados por uma sociedade preconceituosa. Então é uma questão cultural que precisa ser transformada. O ponto mais importante, hoje, é reverter o quadro do preconceito”, disse.

Ele enfatizou também que apesar do país ter melhorado na questão da acessibilidade, o portador de deficiência ainda encontra muita dificuldade no seu deslocamento. “O acesso tem melhorado bastante, mas ainda se encontram muitas barreiras físicas principalmente nas partes antigas das cidades. As cidades que são menores ainda têm essa dificuldade. Mas existe um processo de modificação. O Rio de Janeiro, inclusive, vai receber uma Copa do Mundo e uma Olimpíada e vai sofrer uma grande transformação. A gente espera que se torne uma cidade completamente acessível”.

O seminário, que teve o objetivo de discutir a situação das pessoas com deficiência no país, marcou também o lançamento do manual Compreendendo a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, de autoria da OAB-RJ e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que visa a assegurar a todos os deficientes uma igualdade de direitos, foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 2006. Atualmente, 147 nações que integram a ONU, incluindo o Brasil, de um total de 192 países, já assinaram a convenção.

Fonte: Agência Brasil

Acessibilidade - Sem caminho mais longo

Ontem, O POVO testou o acesso com Carlota, em cadeiras de rodas, nas casas legislativas. Hoje, as paradas são sedes dos poderes Executivo e do Judiciário

No Paço Municipal, rampas e facilidade de locomoção (FOTO DEIVYSON TEIXEIRA)
No Paço Municipal, rampas e facilidade de locomoção (FOTO DEIVYSON TEIXEIRA)
  “Aqui, até agora, passou no teste”. Foi uma das primeiras exclamações de Carlota Amália Perez Maciel, 33 anos, ao ver o prédio do Paço Municipal reformado e que voltou a ser, desde janeiro deste ano, sede da Prefeitura de Fortaleza. Nas visitas mostradas hoje, chegar ao destino desejado foi tarefa um tanto mais simples.
Conforme O POVO mostrou ontem, Carlota precisa de cadeira de rodas para se locomover e encontrou obstáculos e boas instalações, mas, principalmente, um caminho mais longo para chegar aonde queria, tanto na Câmara Municipal quanto na Assembleia Legislativa.
No local onde a prefeita Luizianne Lins (PT) despacha com secretários e outras demandas, Carlota ficou envaidecida. Era o exemplo de prédio público, em sua opinião. As rampas no prédio permitiram que ela mudasse de pavimentos, com a dificuldade apenas do calor. Entrou pelo elevador e vistoriou o banheiro, segundo ela, “perfeitos”.
Além do Paço, a visita de hoje foi pelo Palácio Iracema – sede do Governo do Estado – e pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE), instância superior do Judiciário no Estado.
No Palácio Iracema não existiram obstáculos, mas também não há mais de um pavimento. O prédio está num térreo e não foi difícil para Carlota se movimentar de um canto a outro. A entrada especial, ao lado do detector de metais, foi aberta por um dos guardas que fazem a segurança e ela não encontrou nenhum obstáculo.
Mas foi a sede da Central de Licitações, que fica ao lado do gabinete do governador Cid Gomes (PSB), para onde Carlota voltou sua atenção. “Olha, tem elevador próprio”, disse ao ver o equipamento especial ao lado de uma escadaria na entrada. Igual ao que viu na Câmara Municipal.
Só não tinha rampa e Carlota mais uma vez, reclamou dessa “pequena falha”.
Tribunal de Justiça
Ao chegar ao Tribunal de Justiça, a rampa na calçada e na entrada já deixaram Carlota de bom humor. Mas o que realmente a impressionou, segundo ela, pela dificuldade de encontrar em muitos lugares, foram os caixas eletrônicos adaptados para portadores de deficiência.


Dos três elevadores existentes, dois estavam interditados. Segundo a assessoria do TJ-CE, porque o prédio está em reforma e os elevadores devem dar acesso a todos os pavimentos.

Então, o único elevador que estava funcionando foi tomado por Carlota e confirmado: entrou e saiu em todos os andares.
No entanto, notou que mais uma vez, está difícil haver escadas de acesso no interior do prédio, o que, para ela, é fundamental. “Eu acho que onde há escada, devia haver uma rampa. Como hoje, tem dois elevadores não funcionando, e se um dia não funcionar nenhum, ou faltar energia?”, questionou ela, na luta pela rampa.

Quando

ENTENDA A NOTÍCIA

Pelo decreto 5296, de 2 de dezembro de 2004, o prazo para prédios de uso público e de uso coletivo já existentes garantirem a acessibilidade foi de trinta e quarenta e oito meses, respectivamente. O decreto prevê apenas que, com o descumprimento, serão aplicadas sanções administrativas, cíveis e penais cabíveis.

ENTENDA A SÉRIE


O POVO encerra hoje a série que testou a acessibilidade para cadeirantes nas sedes dos três poderes

Fonte: opovo

Evento quer sensibilizar jovens para papel da arte

Com o objetivo de proporcionar uma experiência artística ampla e integrar pessoas de tribos e condições de acessibilidade diversas, o cantor, compositor e artista visual Cacau Brasil promoverá uma grande Oficina de Sensibilização, entre os próximos dias 6 e 9, na Faculdade 7 de Setembro (Fa7). Com apoio do Instituto Ideias do Brasil, a Oficina pretende selecionar 60 jovens para experimentar arte em diversos campos.

Além de Cacau, os participantes da Oficina terão como oficineiros a coreógrafa Sílvia Moura e a teatróloga Flávia Muluc, ampliando o processo criativo dos campos das artes visuais e da música para o teatro e a dança. "A ideia é proporcionar integração e inclusão para promover uma acessibilidade não restritiva em uma oficina destinada a todos", diz Cacau.

MAIS INFORMAÇÕES
Oficina de artes - De 6 a 9 de dezembro, na Fa7 (Rua Almirante Maximiniano da Fonseca, 1395, Luciano Cavalcante). Contato: (85) 3224.8871

Seminário trata de mecanismos de acessibilidade para deficientes visuais

 A Comissão de Seguridade Social e Saúde da Assembleia Legislativa, em parceria com a Associação dos Cegos do Ceará (ACEC), realizou, na tarde desta quinta-feira (02/12), o seminário “Visão Alimentar e Nutricional: o toque da diferença”, atendendo à solicitação da deputada Rachel Marques (PT).
Segundo o presidente da comissão, o deputado Antônio Granja (PSB), o objetivo é tratar conceitos e práticas para implementação da acessibilidade da pessoa com deficiência visual em todo Estado, no que se refere á inexistência de rotulagem em braile dos produtos alimentícios. “É preciso que os estabelecimentos comerciais ofereçam condições para que as pessoas portadoras de deficiência consumam como todas as outras”, disse.
No evento, foram proferidas três palestras: “A Autonomia das Escolhas das Pessoas com Deficiência”; “Alimentação e Direitos Humanos”; e “Direito Humano à Alimentação Adequada”, todas voltadas para a prática do direito de obter informações sobre o que é consumido.
O fundador da ACEC, José Felício de Oliveira, ressaltou a necessidade de inclusão de alternativas para orientação de deficientes visuais em supermercados, como inscrições em braile com informações nutricionais nos rótulos dos alimentos, por exemplo.
De acordo com ele, há também a necessidade de profissionais voltados para esse tipo de atendimento nesses estabelecimentos. “Acontece muito de pedirmos informações para os funcionários dessas lojas e não recebermos o trato adequado”, declarou.
Para a representante do Conselho de Segurança Alimentar, Helena Celma Aragão, não basta ter acesso aos estabelecimento. “São necessárias condições para que se usufrua desse acesso”, ressaltou.
Ela explicou que o Conselho de Segurança Alimentar foi criado para garantir tal direito a todas as pessoas. “Não podemos garantir esse direito sem que haja autonomia e a liberdade de escolha para todos os envolvidos”, destacou.
O respeito ao direito humano à alimentação adequada está estabelecido na Lei
Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan, set/2006). A Lei define, em seu art. 3, que a segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais. Tudo isso, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.
Fizeram parte da mesa representantes das Secretarias de Saúde do Estado e do Município; e da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

Fonte: jusclip

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Histórias diferentes- Personagens com deficiência ganham espaço na literatura infantil e ajudam a combater preconceitos

O Livro como instrumento de Inclusão Social
  O primeiro personagem com uma síndrome genética na literatura infantil brasileira surgiu há apenas dez anos. Foi na coleção Meu Amigo Down, com três livros, da jornalista e escritora carioca Claudia Werneck (WVA Editora). Os títulos estão entre os 68 que tratam do tema deficiência, publicados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. As histórias de Cláudia são narradas por um menino que não entende por que é que o seu amigo com Down enfrenta situações tão delicadas na escola, em casa e na rua. "O livro também é um instrumento de inclusão social e favorece a formação de uma geração mais atenta à diferença e mais apta a lidar com ela", afirma Cláudia. Os seus livros infantis foram traduzidos para o inglês e o espanhol, são recomendados pela Unesco e Unicef e adoptados por diversas escolas públicas e particulares brasileiras.


Amigos especiais 
  Personagens que não vêem ou que não andam também estão nos livros infantis, como nas histórias da  colecção Amigos Especiais, da Melhoramentos. A do livro A Felicidade das Borboletas, por exemplo, é a bailarina cega Marcela. Ela fala da sua emoção ao apresentar-se no palco pela primeira vez vestida de borboleta. Em O Grande Dia, o protagonista é Rodrigo, um menino deficiente físico. Ele não pode jogar futebol, mas participa no campeonato da sua turma como técnico. "Os personagens falam das suas dificuldades e de como encontraram o melhor jeito de fazer o que gostam", explica a autora dos dois livros, Patrícia Engel Secco. "A criança com deficiência gosta de se ver nos livros e isso é importante para sua auto-estima", diz a escritora. 
  No livro mais recente da série da Melhoramentos, Um Dia Especial para Laurinha, a personagem tem baixa visão e prepara-se para o seu primeiro dia de aulas. "O foco da história não é a deficiência, o que faz com que qualquer criança se identifique com Laurinha, em vez de pensar ‘ainda bem que não sou assim!’", destaca uma das autoras da obra, a psicóloga Ana Lucia Bastos. Segundo ela, livros como o seu também servem para os pais. "Muitas vezes, eles não sabem explicar ao filho o que é o preconceito. As histórias ajudam a elaborar a questão", diz Ana Lúcia.
  Em A Flauta do Sótão, da Paulus Editora, a criança deficiente que não fala encontra outra forma de expressão. O herói da história é o menino Reinaldo, que aprende a falar por meio da música ao encontrar uma flauta mágica. "Ser chamado de mudinho pelos outros garotos fez Reinaldo ir para a frente. Mostro que na dificuldade é possível criar forças e a flauta coloca em acção as forças que o menino tinha. Ele podia ser quem era com ou sem deficiência, só dependia de ele querer e ter oportunidades", ressalta a autora Lúcia Pimentel Góes, professora de literatura infanto-juvenil da Universidade de São Paulo (USP). 
  Um grito também pode abrir caminho para o deficiente como mostra o livro Patrícia (Editora Brinque-Book), do australiano Stephen Michael King. A personagem tem pensamentos incríveis e quer encontrar alguém para compartilhá-los. "Patrícia não fala até o momento em que está tão cheia de ideias que elas precisam sair. Ela consegue isso com um berro e aí solta os pensamentos", conta King, explicando que parte do enredo veio da própria experiência de ser parcialmente surdo, ter ideias e dificuldade de conversar sobre elas por não ouvir o que as pessoas respondiam. "Dentro de mim havia um rugido de leão. Tudo o que queria era que as pessoas entendessem isso e parassem para me ouvir. O que as crianças têm a dizer é muito valioso e os adultos precisam ouvi-las. Por isso, todas as crianças podem se identificar com a história de Patrícia."
 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Acessibilidade. Reunião hoje no MP discute recomendações

"A conclusão do relatório técnico elaborado pelo Grupo de Trabalho em Planejamento e Acessibilidade do Crea-CE, enfocando o Centro Histórico de Fortaleza, serão discutidas em reunião hoje ( dia 2, quinta-feira), a partir das 15 horas, na Procuradoria Geral da Justiça. Participarão da reunião membros da Sociedade Civil e representantes do Ministério Público, da Prefeitura de Fortaleza e do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia no Ceará.

Elaborado por solicitação do Ministério Público Estadual, “Relatório de Vistoria Técnica Acerca das Condições de Acessibilidade do Centro Histórico da Cidade de Fortaleza”, segundo a coordenadora do Grupo de Trabalho do Crea-CE, a engenheira civil Nadja Dutra, foi enviado ao MP no mês passado. A análise foi, então, enviada pelo Procurador de Justiça Luiz Eduardo dos Santos à Secretaria Executiva Regional do Centro de Fortaleza (Sercefor) e à Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam). “A finalidade é contribuir para que Prefeitura de Fortaleza busque corrigir as irregularidades da Área Central não contempladas no relatório de diagnóstico encaminhado ao MP”, reitera.


DESENHO UNIVERSAL
Nadja Dutra lembra que os espaços do Centro Histórico foram analisados sob a ótica da microacessibilidade física e do Desenho Universal. Tanto é assim que o estudo propõe melhoria na qualidade do revestimento de calçadas por meio de padronização e correção de aspectos irregulares presentes nos passeios (parte da calçada completamente desobstruída para o tráfego do pedestre) e lembra que a Norma Técnica da ABNT, a NBR9050, prevê que a pavimentação deve ser regular, de modo que se apresenta firme, estável e antiderrapante. “O objetivo é dotar a área de segurança e autonomia ao pedestre usuário, de forma que, assim, usufrua de um espaço realmente acessível”, disse.

O relatório técnico aponta, além da obstrução massiva dos espaços públicos por ambulantes e da inexistência de rampas adequadas (já observados no relatório original encaminhado pela PMF), variadas barreiras arquitetônicas, como revestimentos inadequados, desníveis transversais e longitudinais acima do apontado em norma, mobiliário mal posicionado (exemplo.: lixeiras em concreto, medidores não sinalizados, bancas de revistas, postes com saiotes de concreto, placas de sinalização etc.), dentre outros. Essas barreiras apontadas fazem com que o pedestre deixe o espaço teoricamente reservado para ele (na calçada) e passe a disputar espaço com os veículos no próprio rolamento, aumentando, significativamente, as chances de acidentes envolvendo pedestres.

O levantamento do GT do Crea-CE traz, ainda, observações e orientação acerca de outros aspectos a serem contemplados nos espaços públicos, como orelhões, sinalização podotátil, largura mínima de calçadas, travessias seguras, vagas reservadas, dentre outros. “Queremos que a acessibilidade comece a ser percebida em algum ponto da cidade. Penso ser o Centro Histórico um bom começo. Oxalá aconteça! O Crea pode e quer muito contribuir”, conclui a engenheira."
Fonte: jornalista Mozarly Almeida - Assessora do CREA-CE

FORTALEZA: III SEMINÁRIO DE ACESSIBILIDADE E CIDADANIA

Vida Brasil debate Convenção Internacional dos Direitos das pessoas com Deficiência
no III Seminário de Acessibilidade e Cidadania 

O III Seminário de Acessibilidade e Cidadania, que será realizado pela ONG Vida Brasil na sexta-feira, 3/12, no auditório da Fiec (13/18h), destaca as prioridades das Pessoas com Deficiência na luta pela construção de uma cidade acessível e justa para todos(as). Considerando a acessibilidade como pressuposto para o exercício dos demais direitos humanos, o seminário fortalece o diálogo entre sociedade e poder público, expondo as condições de convivência e as demandas das pessoas com deficiência que buscam a mobilidade urbana, participação e cidadania, tendo como referência a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

Fonte: inclusaoediversidade

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Histórias de superação: A lição de Ana

Estimulada pelos pais Waldir e Gina, Ana Carolina venceu as limitações da Síndrome de Down e é uma pedagoga com pós graduação

A mãe bateu na porta com delicadeza, mas queria explodir de tanta felicidade. Ouviu a médica pedir que ela entrasse e deu apenas um passo à frente, como quem prepara uma surpresa.

— Oi, doutora! —, cumprimentou, sendo ultrapassada por uma figurinha de poucos centímetros de altura, franzina, de vestido florido e chuquinhas no cabelo.

Ana Carolina Fruit entrou na sala como um meteoro, andando rapidamente, com o corpo dando os primeiros sinais de equilíbrio.

— A senhora não falou que ela demoraria a andar? —, questionou Gina, a mãe mais orgulhosa do mundo.

— Pois então, aí está o resultado —, concluiu.

Gina lembra da fisionomia de espanto da médica que frustrou boa parte dos seus planos quando examinou Ana, portadora da síndrome de Down.
Disse que o bebê demoraria a falar, a andar, a fazer suas coisas sozinhas. Antes, ouviu, ainda na maternidade, que a filha seria uma sucessão de fracassos. Quem inventou essa palavra jamais deveria direcioná-la para uma mãe de primeira viagem.

Com um ano e um mês, Ana deu os primeiros passos. Falou pouco tempo depois. Aos oito, entrou na primeira série. Aos 25, formou-se pedagoga. Aos 29, concluiu um curso de especialização. Tudo exatamente como nos sonhos de Gina e Waldir, campeões na arte de não desistir.

Nenhum superlativo é capaz de definir o tamanho do amor desses pais. Amam um ao outro. Amam as duas filhas, sem qualquer tipo de distinção ou medida. A mais velha, Ana, está no centro das melhores histórias que eles conseguem contar. E repetir, milhares e milhares de vezes, sempre que alguém precisa ouvi-la.

Era 12 de outubro de 1981 quando Ana chegou. O diagnóstico de síndrome de Down deixou os pais atordoados, sem saber o que fazer.

— Levou um tempo para o chão voltar. Mas tínhamos duas opções: ou nos entregávamos ou íamos a luta. Ficamos com a segunda —, conta Waldir.

A palavra que lhes daria absoluta certeza de que a criança tinha uma alteração na estrutura genética era totalmente desconhecida para o casal: cariótipo. O exame, uma espécie de fotografia dos cromossomos que confirma a síndrome, foi feito em Curitiba, onde encontraram o primeiro anjo da guarda, dos tantos que viriam a cruzar os seus caminhos.

— Se vocês não quiserem uma situação deplorável para a filha de vocês, comecem imediatamente a estimulá-la —, disse o doutor Marçalo, como em uma sentença que ficaria marcada para sempre no destino dos três.

UMA CASA MÁGICA
— Doutor Marçalo era um anjo, uma pessoa suave. Era bom estar perto dele e sentir aquela leveza toda —, lembra Waldir.

E foi ele quem deu as primeiras dicas para o tratamento de Ana Carolina, ainda um bebê. Transforme sua casa num ambiente neurotizante. Invista em luz, em cor, em som, em barulho. Pau que nasce torto não precisa morrer torto, ensinou.

A frase não ofendeu Gina. Muito pelo contrário. Serviu como estímulo, como mola para um pulo ainda mais alto. Não escondam a menina. Não deixem ela num cantinho, como se fosse quebrar. Ela precisa conviver com outras pessoas. As dicas do médico não paravam um segundo sequer de ressoar na cabeça dos pais.

— A casa era cheia de balões, de brinquedos estimulantes, de cores. Parecia um parque de diversões. Com um ano e um mês, ela andou —, recorda o pai.

O gesto impulsivo de Gina de levar a menina para mostrar para a médica era movido por uma certeza: não há batalha que não possa ser vencida. E essa era apenas a primeira vitória de um casal que, dali para frente, dificilmente teria motivos para chorar.

UM PROGRAMA "DE EXÉRCITO"
Ana Carolina empacou no meio do trajeto que cumpria todos os dias na Expoville. Não queria mais andar. Teimosa, cruzou os braços e olhou para a mãe com um quê de revolta.

— Por que a Sally pode fazer só o que ela quer e eu tenho que fazer o que vocês mandam?

Gina tomou para si a missão de explicar.

— Filha, você tem que correr assim com a mamãe porque você nasceu com um probleminha. Isso vai ser bom para o seu futuro.

Um ano antes, Gina e Waldir deram início a um intenso programa de estimulação, que previa atividades diárias, tanto de sensibilização muscular, como neurológica. O "Método Veras" era uma criação do médico carioca José Carlos Veras, que liderou o tratamento.

Antes do nascimento de Ana, os pais adotavam uma rotina de atividade física. Ela era professora de educação física. Ele era oficial de Exército. A menina teria motivos de sobra para não ficar parada.

Hoje, Waldir circula com uma das cartilhas com números e de instruções nas mãos, como um troféu.

— Eles davam exercícios a mais. Nós não sabíamos disso e fazíamos tudo, até o fim. Era exaustivo, mas valia a pena.

MAIS VITÓRIAS PARA A FAMÍLIA
A alta que a família tanto esperava não foi a última vitória de Ana. Em 2003, ela decidiu fazer vestibular para pedagogia. Passou na primeira tentativa. Dos 131 candidatos, ficou em 62º lugar. Mais um ponto para ela.

— Eu passei o verão estudando, enquanto minha mãe e minha irmã iam a praia se divertir —, brinca.

Entrou para aprender, mas também para ensinar.

— Numa aula sobre educação inclusiva, a professora não sabia que tinha uma aluna especial na turma.

A formatura foi em 2006, com toda a pompa que a circunstância exigia. Vestido verde, longo. Maquiagem e cabelo impecáveis. Álbum de fotos com todos os parentes reunidos. Champagne na hora do brinde. Surpresa.

— Foi emocionante quando me anunciaram como a amiga da turma. Eu não esperava a homenagem.

Depois da formatura, ainda veio a especialização, que ela concluiu no ano passado.

— Todos nós temos faculdade, mas nenhum fez pós. Ela deixou todo mundo para trás —, conta a mãe.

A outra vitória veio com o primeiro emprego, na Câmara dos Vereadores. Hoje ela está no segundo, na Embraco.

Ana mora com os pais, mas é independente. Anda de ônibus sozinha. Para o espanto de muitos, escolhe as próprias roupas. Ressente-se da falta do brinco esquecido, que a deixaria mais bonita na foto. Ela é vaidosa e linda. Sorri de verdade, não para fazer pose.

Por onde Ana Carolina andou, muitos duvidaram da doença. Até mesmo alguns médicos custaram a acreditar na síndrome de Down. Os pais vibraram com cada conquista e não derramaram sequer uma lágrima de desânimo. Hoje são cheios de orgulho de uma história que deu certo porque teve amor, paciência e cuidado. A resposta de toda essa soma não poderia ser outra.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/


Compromisso para a saúde de crianças com deficiência intelectual

Na passada sexta-feira, dia 26 de Novembro, responsáveis pela política de saúde de 53 países da Região Europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS - Europa) assinaram um compromisso relativo à saúde de crianças e jovens com deficiência intelectual. A declaração foi assinada no âmbito da Conferência Europeia da OMS, que decorreu em Bucareste, na Roménia.

Apesar do enorme esforço dos últimos anos, ajudar crianças com deficiência intelectual a viver uma vida saudável continua a ser um grande desafio.

Na região europeia, estima-se que vivam cerca de 5 milhões de crianças e jovens com deficiência intelectual, com particular incidência nos países mais pobres. Destas, mais de 300 mil estão institucionalizadas e lá deverão permanecer até ao final da vida. Se não forem tomadas medidas urgentes, este número pode subir cerca de 1%, por ano, nos próximos dez anos.

O documento assenta no princípio básico de que crianças com deficiência intelectual e as suas famílias necessitam de cuidados comunitários efectivos e extensivos, numa mudança do paradigma institucionalizante para um paradigma assente na comunidade e na inclusão social.

A deficiência incide mais em contextos de pobreza. Famílias com membros vulneráveis, incluindo crianças com deficiência, ficam muitas vezes presas a situações de pobreza crónica. Por isso, a declaração aponta como elementos centrais a pobreza e as desigualdades sociais.

A declaração aponta ainda para a dificuldade em obter dados precisos e significativos relativamente a esta realidade e para o facto de as estatísticas oficiais raramente revelarem a real extensão do problema.

Para colmatar as lacunas, a declaração inclui um plano de acção que abrange dez áreas prioritárias, com intervenções concretas para grupos de jovens diferenciados por faixa etária, vulnerabilidade e capacidade de evolução. Os primeiros resultados da execução do plano são esperados até ao final de 2015.