quinta-feira, 17 de março de 2011

CÉREBRO E DEFICIÊNCIA INTELECTUAL SÃO OS TEMAS CENTRAIS DO SIMPÓSIO DA APAE DE SÃO PAULO COMEMORATIVO DE 50 ANOS

Destaques acerca das temáticas células-tronco, neurociência e desenvolvimento social são alguns dos pontos abordados nas palestras com especialistas das áreas

Março de 2011 – Como parte da agenda comemorativa de meio século de APAE DE SÃO PAULO, a Organização realizará um simpósio composto por três palestras ministradas por especialistas de renome das áreas de Saúde e Social. O encontro reunirá profissionais e convidados, no dia 6 de abril, às 14h, no auditório da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, localizado no Memorial da América Latina.
 A abertura oficial do evento estará a cargo do Dr. Esper Abrão Cavalheiro, presidente do Conselho Científico da APAE DE SÃO PAULO e professor do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Escola Paulista de Medicina. Segundo Esper, o objetivo da iniciativa é abrir espaço para a discussão de temas relacionados ao conhecimento do cérebro, e à possibilidade de utilização do novo arsenal terapêutico para o tratamento de doenças neurológicas crônicas, como a Deficiência intelectual. O representante da Organização ainda acredita que se deve debater que políticas precisam ser implementadas para a adequada inserção da pessoa com deficiência intelectual no país.
 A primeira palestra abordará a questão das células-tronco, mais especificamente nas doenças genéticas. Para tratar do assunto, foi convidada a Dra. Myana Zatz, professora titular de Genética do Instituto Biociências da Universidade de São Paulo e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e do Instituto Nacional de Células-tronco em Doenças Mentais.
Em seguida, é a vez da Dra. Suzana Carvalho Herculano Houzel subir ao palco para compartilhar conhecimentos em “O cérebro de cada dia: a neurociência da vida cotidiana”. A médica é professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro, membro do corpo editorial da revista Neurociências, apresentadora e roteirista da Rede Globo de Televisão e colaboradora da Jorge Zahar Editor.
Para finalizar a programação, a Dra. Ana Lúcia Gazzola, secretária de Estado de Educação de Minas Gerais, apresentará a palestra “Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Deficiência Intelectual.
“Esperamos que ao final, todos os presentes tenham se apropriado de um conjunto de informações atualizadas que lhes auxiliem a tomarem decisões mais balizadas no que toca a Deficiência Intelectual” conclui o Dr. Esper.
Quem tiver interesse em participar da iniciativa, pode entrar em contato pelo telefone 5080-7061 / 5080-7007 ou fazer a inscrição no site da Organização, www.apaesp.org.br. O simpósio terá um custo de R$ 50,00 para profissionais, e de R$30,00 para estudantes, familiares de pessoas com Deficiência Intelectual, profissionais de organizações parceiras e colaboradores de demais unidades da APAE.
PROGRAMAÇÃO DO EVENTO
 
 
Fonte: APAE SÃO PAULO
Horário
Atividades
14h
Recepção dos convidados
14h30
Abertura Oficial
Dr. Esper Abrão Cavalheiro
Professor do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Escola Paulista de Medicina/UNIFESP e Presidente do Conselho Científico da APAE DE SÃO PAULO.
15h
Palestra:  "Pesquisas com células-tronco: presente e futuro“ - Dra. Mayana Zatz
Professora titular de Genética do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e do Instituto Nacional de Células-Tronco em Doenças Genéticas.
15h50
Intervalo/Café
16h20
Palestra: "O Cérebro de Cada Dia: A Neurociência da Vida Cotidiana"  - Dra.Suzana Herculano-Houzel
Professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro do corpo editorial da Revista Neurociências, apresentadora e roteirista da Rede Globo de Televisão e colaboradora da Jorge Zahar Editor.
17h10
Palestra: "Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Deficiência Intelectual"  - Dra. Ana Lúcia Gazzola
Secretária de Estado de Educação de Minas Gerais e Ex - Reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
18h
Encerramento
18h30
Coquetel

Pessoas com deficiência terão paraolimpíada estaduais

O evento deverá ser realizado todos os anos, reunindo diversas modalidades

Foi apresentado hoje (16) na Assembléia Legislativa o projeto de lei que vai instituir as Paraolimpíadas Estaduais. O evento deverá ser realizado todos os anos, reunindo diversas modalidades, podendo participar todos os municípios do Estado.
A autora do projeto, a deputada estadual Rejane Dias, argumenta que as paraolimpíadas são promovidas em diversos estados como forma de criar atividades para melhora a qualidade de vida das pessoas com deficiência, entre outros benefícios. "O esporte é um importante mecanismo de socialização entre as pessoas e melhoria da saúde. E, uma pessoa com deficiência, necesita muito mais desses benefícios para obter uma vida mais saldável e ativa, com melhores condições físicas e mentais para viver melhor e superar suas dificuldades".
Rejane Dias resaltou ainda que estamos nos aproximando da realização das paraolimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, que acontece logo após as olimpíadas, no mesmo ano. "O Piauí precisa encontrar e formar seus pincipais atletas para se integrarem às equipes do Brasil que participarão dos jogos. E não há melhor oportunidade para isso do que os eventos esportivos".
Recursos
De acordo com o projeto, a promoção e realização das paraolimpíadas fica a cargo do Governo do Estado, que poderá buscar financiamento externo para garantir a execução do evento. A deputada apontou algumas destas fontes de recursos e informou que para os próximos anos devem aumentar as opções para custear as atividades esportivas, tanto do governo federal quanto da iniciativa privada.
"Por exemplo, a Secretaria para Inclusão da Pessoa Com Deficiência (SEID) promoverá ainda este semestre a I Paraolimpíada Estadual, que será posível através de um convênio com a empresa Vale do Rio Doce que disponibilizou R$ 190 mil para sua realização. Além da Vale, várias empresas vão querer ligar seu nome ao esporte e, principalmente, a uma causa tão nobre como o esporte paraolimpico", lembrou.
Rejane também citou a Lei nº 10.264 de 2001 (denominada Agnelo Piva), que destina 2% das arrecadações das loterias federais para a realização de campeonatos esportivos, sendo 15% do total para os paraolímpicos. "Esses recursos estão sempre disponíveis aos projetos estaduais", ressaltou.

Fonte: portalodia

Síndrome de Down: Pedido para tornar data oficial na ONU

Federação Brasileira quer que o dia internacional da síndrome de Down entre no calendário oficial das Nações Unidas

No ano passado, com o apoio da Down Syndrome International, o movimento de síndrome de Down pediu ao governo brasileiro para apesentar uma proposta junto às Nações Unidas para que o Dia Internacional da Síndrome de Down se tornasse data oficial da ONU. A ideia foi bem recebida mas acabou sendo impossibilitada pela falta de tempo hábil para negociação.
“Este ano estamos renovando o pleito e temos certeza de que a administração da Presidenta Dilma vai nos ajudar a levantar esta bandeira, no espírito do nosso tema – Inclusão acontecendo: amplie este exemplo”, diz Lourdes Lima, Presidente da Federação Brasileira de Associações de Síndrome de Down”.
A cada ano, no período da Assembleia Geral das Nações Unidas, que começa em setembro com os discursos dos Presidentes, os países membros da ONU propõem resoluções que são acatadas ou não pelos demais membros da organização.Tornar a data oficial é importante especialmente para os países em desenvolvimento, que ainda estão engatinhando em termos de inclusão.
Nada mais natural que o Brasil assuma esta tarefa, uma vez que desde a instituição da data o país foi o que mais eventos preparou e um dos que mais avançou em conscientização e políticas de inclusão. “Podemos citar a política de educação inclusiva do MEC, que beneficia não apenas os estudantes com síndrome de Down como todos os alunos com qualquer deficiência ou problema de aprendizagem, como dislexia, hiperatividade, entre outros”, afirma a presidente da FBASD.
Mas, de acordo com ela, ainda há muito a avançar na preparação de profissionais de educação para atender as especificidades das pessoas com deficiência, geração de emprego e programas de saúde. “São raros os estados e municípios que contam com fonoaudiólogos em seus quadros, por exemplo. Esses profissionais são essenciais para desenvolver a fala em indivíduos com síndrome de Down”, completa Lourdes.


Fonte: Inclusive

Deputados defendem políticas de inclusão para portadores de Síndrome de Down

A deputada Érica Kokay (PT-DF) defendeu nesta segunda-feira (14) avanços nas políticas públicas que promovam a inclusão de portadores de Síndrome de Down. De acordo com a petista, que participou de sessão solene na Câmara em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março), o Estado brasileiro tem o dever e a obrigação de reconhecer os direitos dos portadores da doença, assegurando-lhes cidadania e inclusão social e profissional.
 "A inclusão das pessoas com Síndrome de Down não é apenas um direito das pessoas com Síndrome de Down mas, sim, um direito da nossa sociedade. Temos que assegurar a essas pessoas o exercício pleno da cidadania. Comemorar o Dia Internacional da Síndrome de Down é dizer que a última palavra nunca pode ser dada pelo cromossomo. A última palavra tem que ser dada pela condição humana, porque não há nenhum cromossomo, nenhuma deficiência que possa ser maior do que as pessoas", defendeu Érica. A petista foi autora do requerimento para a sessão de homenagens.

Representando a bancada do PT, o deputado Amauri Teixeira (PT-BA) reclamou da discriminação aos portadores da doença e disse que eles possuem limitações e habilidades exatamente como qualquer outro ser humano. "Esta sessão solene é um dos momentos mais importantes que esta Casa está vivendo este ano. Li um livro, ainda na minha adolescência, que me marcou muito, cujo título era ‘Todo mundo é incompetente, inclusive você'. Todos nós somos incompetentes para algum tipo de atividade. Podemos falar bem e escrever, sermos hábeis intelectualmente, mas sermos péssimos jogadores de bola, por exemplo", defendeu.

Segundo o parlamentar, enquanto houver qualquer tipo de exclusão aos portadores da doença, a sociedade brasileira não atingirá um grau pleno de desenvolvimento humano. "A sociedade só pode ser sadia e feliz, se incluir todos os diferentes, reconhecendo-os como diferentes, mas reconhecendo, acima de tudo, que todo diferente tem habilidades que contribuirão para o desenvolvimento da sociedade. Sem dúvida alguma, os portadores da Síndrome de Down têm habilidades, e está provado, inclusive, que em alguns segmentos e atividades os portadores da doença têm mais capacidade do que as pessoas não portadoras", disse.

Igual capacidade - Durante a sessão solene foi dada a palavra ao jovem portador de Síndrome de Down, Samuel Sestaro. Recém formado em Design de Moda, Samuel destacou o potencial dos os portadores da doença e defendeu que eles estudem em escolas regulares. "Há uma inclusão acontecendo. Nasci em Santos, no Estado de São Paulo, e sempre estudei em escola regular. Eu viajo e trabalho em Santos. Na semana que vem vou receber o meu diploma do curso superior de Design em Moda. Os pais devem dar a seus filhos e filhas todas as oportunidades de estudar em escolas regulares e conviver com pessoas da mesma idade, de namorar, de sair sozinhos ou com os seus amigos. Nós só aprendemos fazendo", relatou.
Edmilson Freitas

Fonte: ptnacamara

Deputada Rosinha critica restrição de direitos civis de pessoas com Sindrome de Down

A deputada Rosinha da Adefal (PTdoB/AL) participou, na última segunda (14), da Sessão Solene, na Câmara dos Deputados, em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março. A sessão foi promovida pela Deputada Erika Kokay (PT/DF).
Em seu discurso, Rosinha criticou a interdição de direitos civis de pessoas com a síndrome. Ela afirmou que a Polícia Federal se recusa a entregar passaportes às pessoas com Síndrome de Down, mesmo sendo maiores de 18 anos que estudam, trabalham e tem renda.
Além disso, segundo a deputada, a Justiça não tem permitido que essas pessoas sejam partes em demandas judiciais de seu interesse. “O que nos preocupa é que as pessoas com deficiência intelectual sejam obrigadas a se submeter a uma supressão de autonomia e de cidadania, mesmo sendo plenamente capazes para os atos da vida civil”, afirmou.
De acordo com a parlamentar, que é cadeirante, nenhuma discussão sobre deficiência pode acontecer sem os maiores interessados estarem presentes. Rosinha, que precisou ser carregada para se pronunciar da Mesa, criticou a falta de acessibilidade no Plenário. Para o deputado Amauri Teixeira (PT-BA), a polícia e a Justiça precisam reconhecer que há pessoas com síndrome em plenas condições cívicas.
Além da deputada Rosinha da Adefal, compuseram a Mesa na Sessão Solene: deputada Federal Erika Kokay; Lourdes Lima – Presidenta da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down; Deputado Eduardo Barbosa – Presidente da Federação das APAES; Deputada Mara Gabrilli – ex-secretária da Pessoa com Deficiência de São Paulo; Deputado Romário – Pai de uma criança com Síndrome de Down, Senador Lindberg Farias – Pai de uma criança com Síndrome de Down, Senador Rollemberg; Professora Luciana Vitor – Associação Cultural Namastê;
Humberto Lippo – Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência SNPD/SDH; Deputado Geraldo Rezende – Presidente da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência; Paula Werneck – Personagem de todas as campanhas da Síndrome de Down – Representante social do Instituto Meta Social;
Liane Colares – Escritora com síndrome de down; Rodrigo Marinho – Funcionário com Síndrome de Down da Câmara dos Deputados há 8 anos.

 Pronunciamento da Deputada Rosinha da Adefal, em Sessão Solene realizada em 14 de março, na Câmara dos Deputados, em Brasília – DF
“Bom dia a todos e a todas.
Inicialmente, saúdo a todos desta Casa na pessoa da Deputada Érika Kokay, que propôs a realização desta sessão solene, a quem agradeço, ainda, o convite para compor esta Mesa.
A sociedade civil organizada de todo nosso país, saúdo por meio da presidenta da Federação Brasileira de Associações de Síndrome de Down (FBASD), Sra. Maria de Lourdes Marques de Lima.
No próximo dia 21 de março comemoraremos o Dia Internacional da Síndrome de Down.  Este é o 6º ano em que este dia de luta pela inclusão é comemorado no Brasil.
A data de 21/03 foi escolhida em alusão aos 3 cromossomos número 21 que cada pessoa com esta síndrome carrega.
É importante mencionarmos que não se trata de uma doença, mas uma alteração genética que ocorre já no início da gestação. Estima-se que cerca de 100 mil brasileiros tem síndrome de down, sendo que a cada 700 crianças, 1 nasce nesta condição.
Para a síndrome de down não há cura. E isso não falamos com pesar, ou por pessimismo.  Mas para que estejamos focados em respeitar a diversidade humana, para que passemos a investir nas pessoas e em suas potencialidades, em vez de permanecermos focados em lamentos, diferenças ou limitações.
Meus senhores e minhas senhoras, estamos na era da inclusão.
A pessoa com deficiência intelectual necessita é de apoio e estimulação desde seu nascimento, o que não é tarefa somente dos profissionais da saúde, mas sobre tudo de seus familiares e das pessoas que com ela convivam.
Com o apoio adequado, estas pessoas vem se superando. Prova disso é que mais de uma dezena delas concluiu seus cursos de graduação, e inúmeras delas vem sendo absorvidas pelo mercado de trabalho.
O que se deseja: uma vida o mais normal possível, para todas as pessoas com síndrome de down.  Mas disso elas só serão capazes se devidamente estimuladas, acolhidas e incluídas.
O investimento nas pessoas, assim como o respeito às diferenças, são características do modelo inclusivo de sociedade na qual atualmente vivemos.
Com o tema “inclusão acontecendo: amplie este exemplo”, o dia 21 de março de 2011 prossegue num esforço contínuo pela plena inclusão social, numa marcha incansável que já atravessa anos.
Diversos são os obstáculos a que esse ideal se efetive, todos originados de idéias equivocadas e pré-concebidas. E o que podemos fazer? Cada um, em sua esfera de atuação, tem como colaborar.
De minha parte, contem comigo em meu mandato como Deputada Federal, bem como Presidenta da Frente Parlamentar do Congresso Nacional pelos Direitos das Pessoas com Deficiência, assumo publicamente o compromisso de me empenhar para a difusão do lema desta campanha e para a plena inclusão social das pessoas com síndrome de down.
Para tanto, pretendo trazer para esta casa temas polêmicos, mas que são de interesse da sociedade, e especialmente das pessoas com síndrome de down e seus familiares, como é o caso da interdição quase que compulsória de que são vítimas.
Chegou a meu conhecimento notícia de que a Polícia Federal se recusa a entregar passaporte para pessoas com síndrome de down, mesmo que maiores que 18 anos, exigindo sua interdição, ainda que estudem, trabalhem e tenham renda própria.
Me foi noticiado, ainda, que o Judiciário da mesma maneira se comporta, exigindo a interdição de todas as pessoas com síndrome de down, para permitir que integrem os pólos de demandas judiciais que sejam de seu interesse.
São notícias que precisam ser esclarecidas.
De certo, que um grande número de pessoas com deficiência intelectual carecerão de interdição.  O que nos preocupa, é que TODAS sejam obrigadas a se submeterem a essa supressão de autonomia e de cidadania, ainda que sejam plenamente capazes para os atos da vida civil e colaborem, com o seu próprio trabalho, para o crescimento econômico do país.
A lei dá margem a interpretações diversas e, lamentavelmente, em prejuízo das pessoas com síndrome de down.  Essas questões precisam ser inseridas nos debates desta Casa, até para que, em sendo o caso, se pense em ajuste da legislação.
Com essas reflexões, encerro minha fala, certa de que em breve estaremos nos reencontrando e reacendendo os debates a esse respeito.
Só com a efetiva participação da sociedade civil é que teremos a garantia de que as leis refletirão as aspirações e anseios do Povo que representamos”.

Fonte: http://www.ojornalweb.com/  (16/03/11)

terça-feira, 15 de março de 2011

Dia Internacional da Síndrome de Down 2011

O texto 'Inclusão acontecendo, amplie esta idéia" sobre o logotipo da FBASD - um olho puxado dentro da bandeira do brasil, com o texto 21 de março.
Campanha na mídia social com a canção “Diversidade” de Lenine, solenidades, caminhadas e festas, entre outros eventos, lembram a data
O Brasil comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down no próximo 21/3 com extensa programação. Usando o tema “Inclusão Acontecendo – Amplie este Exemplo”, é a sexta vez que a data, criada para celebrar a vida das pessoas com síndrome de Down e chamar atenção da sociedade para a importância da inclusão total, é celebrada no país.
Por quê 21/3?
A data foi instituída pela Down Syndrome International (DSI), entidade que congrega associações de síndrome de Down de todo o mundo em alusão aos 3 cromossomos número 21 que cada pessoa com síndrome de Down carrega (21/3). No Brasil, é a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) quem articula e organiza eventos em todo o país. Com o tema “Iclusão Acontecendo: Amplie este Exemplo”, a FBASD e as associações filiadas estão reunindo a maior programação por país, segundo a DSI, para comemorar a data. http://www.worlddownsyndromeday.org/
De acordo com Maria de Lourdes Marques Lima, presidente da FBASD, o tema escolhido para 2011 é uma evolução natural do tema de 2010, “Inclusão Social: Vamos fazer Acontecer!”. “A sociedade está vendo cada vez mais pessoas com síndrome de Down nas ruas, na escola, no trabalho, e comece a perceber que a inclusão é possível e depende de cada um de nós. Daí o convite: amplie este exemplo”, diz Lourdes.
“Diversidade” de Lenine na Mídia Social
Como não poderia deixar de ser, o Dia Internacional também vai invadir a mídia social. Ferramenta de inclusão usada mundialmente por milhões de jovens, um clipe preparado para a data está sendo disseminado através do Facebook, Twitter, Orkut, MSN, email…. . Embalado pela emblemática canção de Lenine “Diversidade”. o clipe traz imagens de crianças, jovens e adultos com síndrome de Down em situações cotidianas, entre elas das filhas do senador Lindbergh Farias e do Deputado Federal Romario. A letra da música foi traduzida para o inglês e o espanhol e será veiculada para todo o mundo através da Down Syndrome International.
Samuel Sestaro, Relações Públicas da FBASD, aprovou o resultado: “achei o vídeo muito legal e muito interessante”. E deu seu recado para aqueles que, como ele, têm síndrome de Down: “todas as pessoas com síndrome de Down podem vencer sobre a vida deles, mesmo com a síndrome. Podem vencer essa luta de escolas particulares perto de suas casas e os pais podem procurar uma escola pros seus filhos ou filhas na Prefeitura de cada cidade do Brasil. Quando eles superarem essas novas experiências, eles ou elas podem se virar sozinhas ou sozinhos para depois, como adultos, estarem superando suas dificuldades”.
Programação
A programação inclui sessões solenes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, assim como em várias Câmaras de Vereadores municipais, Assembléias Legislativas estaduais, ressaltando a relevância que a data alcançou junto ao poder público. Nestas oportunidades cidadãos com síndrome de Down representarão a si próprios revelando suas conquistas e expondo suas demandas para que a inclusão em todas as esferas ocorra de forma cada vez mais abrangente no Brasil.
Haverá ainda eventos a nível internacional, como o seminário “Ser Inclusão”, em Itapetinga, Bahia, com a presença do educador José Pacheco, da Escola da Ponte em Lisboa, palestras sobre a evolução da genética, com o geneticista Dr. Francis Maciel Galera em Cuiabá, Mato Grosso, que caminha a passos largos no entendimento da síndrome e possibilidades efetivas de tratamentos que possibilitem a melhoria da qualidade de vida de quem tem um cromossomo a mais.
Mas como a ideia e celebrar, não vai faltar animação na já tradicional colorida e alegre “Caminhadown”, que ocupa a orla carioca e este ano vai acontecer no Leblon, terminando no Baixo Bebê, no Rio de Janeiro. Mais ritmo e animação no Bloco Carnadown, na Downceteria e na apresentação do banda Batalá no Parque da Cidade em Brasília. Exposições de arte e espetáculos de dança completam as comemorações por todo Brasil.
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Fonte: FBASD

Museu guarda memória da luta dos deficientes físicos por seus direitos

O Memorial da Inclusão foi criado para que a história não se perca, uma luta que começou em 1981, Ano Internacional da Pessoa com Deficiência.O Jornal Nacional apresenta um lugar que permite a pessoas com deficiência física entrar em contato direto com a arte, como mostra a repórter Neide Duarte.
O Museu da Pessoa com Deficiência é pequeno e ocupa pouco espaço. O memorial foi criado para que a história não se perca, uma luta que começou em 1981, Ano Internacional da Pessoa com Deficiência, tempo de passeata pelo centro de São Paulo, com cadeirantes e até uma mulher em uma maca. Os cartazes eram tão simples quanto os desejos.
A jornalista Lia Crespo estava lá. “Quando eu comecei, eu não esperava usufruir de nenhum dos resultados da minha luta. É legal me ver naquela imagem e pensar nisso, pensar no que eu esperava e o que a gente, de fato, conquistou”, afirma.
Caminhos sinalizados, informações em braile, áudio para substituir a leitura: essas são algumas conquistas reunidas no Memorial da Inclusão.
Na língua dos sinais, Natalia Frazão organiza como deve ser feita a entrevista. “Gostei bastante desse museu que contempla as pessoas com deficiência e a cultura”, aponta um rapaz.
uma oportunidade rara. O radialista Beto Pereira pode dizer que viu uma obra de Portinari. “Uma replica perfeita eu consigo sentir os tecidos, o crucifixo. Eu já li muito sobre Candido Portinari, mas ter contato com a obra em si, esse contato tátil é algo que emociona”, comenta.
“Ao construir esse espaço acessível, um dos objetivos foi que as pessoas, principalmente as pessoas com deficiência, participem desse espaço que foi feito para elas”, aponta a curadora do Memorial da Inclusão, Elza Ambrósio.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Fernanda Honorato nos bastidores da Embaixadores da Alegria

Empresa têxtil contrata pessoas com deficiência no Ceará

A unidade da Vicunha Têxtil em Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza (CE), está com inscrições abertas para contratação de pessoas com deficiência . Ao todo são 58 vagas na área fabril – fiação, tecelagem, beneficiamento e acabamento. Não é necessário experiência prévia nas áreas.

Os candidatos devem ter 18 anos ou mais e ter  de preferência o Ensino Médio completo, ou cursando. O processo de seleção é gratuito e ocorrerá de 14 a 16 de março, na própria sede da Vicunha Têxtil – Unidade I (Rodovia Dr. Mendel Steinbruch, S/N, Km 09 - Pajuçara - Maracanaú/CE), no período da manhã –  às  7h30  – e tarde –  às 13h30.
Serviço:
Período: 14 a 16 de Março de 2011
Horários:
Manhã - 7h30 / Tarde - 13h30
Local: Vicunha Têxtil - Unidade I
Endereço: Rodovia Dr. Mendel Steinbruch, S/N, Km 09 - Pajuçara - Maracanaú/CE
Informações: (85) 4008-1465 ou 1565
Os interessados deverão comparecer ao endereço acima, trazendo toda a documentação para o preenchimento da ficha.
Documentos:
*Carteira de Trabalho
*RG, CPF e Título de eleitor
*Reservista (homens)
*Comprovante de escolaridade
*Homologação (caso tenha) 

Direito das pessoas com deficiência entra na pauta da Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP)

O secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), Humberto Lippo, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), participou no início deste mês (1º), em Lisboa, Portugal, da 22ª Reunião dos Pontos Focais de Cooperação da Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP). O objetivo do encontro foi de promover o diálogo sobre os Direitos Humanos, com foco nas pessoas com deficiência, para a cooperação entre os países da comunidade. O tema foi o centro da apresentação de Lippo. Segundo ele, a iniciativa é pioneira do governo brasileiro.
“É importante discutir o tema na perspectiva dos Direitos Humanos, tudo isso dentro da  abrangência que a língua portuguesa tem,” explica Lippo.
Durante o encontro, Lippo propôs a realização de um seminário em Brasília (DF) que inclua representantes das áreas governamentais atuam com políticas públicas voltadas para essa parcela da população nestes países. O encontro, que será realizado no segundo deste ano, terá a participação de dois membros por país. Um com perfil técnico e outro com perfil político.
Outro tema central tratado durante o encontro foi a revisão do Regimento do Fundo Especial da CPLP para agilizar e adequar este instrumento financeiro às novas dinâmicas da comunidade.
Os estados-membros da CPLP trataram ainda  sobre o fortalecimento dos Pontos Focais de Cooperação da CPLP, e analisaram a possibilidade de ativação de gabinetes de coordenação nacional CPLP, metodologias de trabalho comuns, ações de formação em liderança, gestão de projetos e cooperação internacional.  
Na reunião, realizada entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março, participaram representantes de todos os estados-membros, e uma delegação da Guiné Equatorial, enquanto observador associado.
A reunião reúne unidades responsáveis, nos estados-membros, pela coordenação da cooperação no âmbito da CPLP. Os Pontos Focais de Cooperação reúnem-se, duas vezes por ano na sede da CPLP, em Lisboa.
São estados-membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Fonte: direitoshumanos.gov.br

NOVO PROJETO DE LEI PODE BENEFICIAR AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Ciente das graves conseqüências para a qualidade de vida das pessoas com deficiência que não podem figurar como segurados e pensionistas nos Planos de Benefícios da Previdência Social quando inseridos no mercado de trabalho, foi apresentado na Câmara dos Deputados pelo Presidente da Federação Nacional das Apaes e Deputado Federal Eduardo Barbosa, o Projeto de Lei nº 648/2011, com o objetivo de assegurar a inclusão da pessoa com deficiência intelectual e múltipla, ainda que maior de 21 anos, o direito de ser considerado dependente de segurado da Previdência Social. Conheça a proposta apresentada, acessando o PL nº 648/2011 . A mobilização de todas as famílias será fundamental para a aprovação do Projeto de Lei pelo Congresso Nacional. 

Que professores precisamos, numa escola do século XXI, para uma sociedade inclusiva?

A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência (2006), ratificada por Portugal através da Resolução da Assembleia da República n.º 56/2009, designadamente o seu artigo 24.º, veio impulsionar uma mais célere mudança das práticas educativas ao afirmar que a educação inclusiva não só possibilita o melhor ambiente educativo para os alunos com necessidades educativas especiais, como também ajuda a eliminar barreiras e a ultrapassar estereótipos.

Conscientes da necessidade de desenvolver práticas educativas inclusivas e da importância que a formação de professores assume na aquisição de competências neste domínio, os países membros da European Agency for Development in Special Needs Education elegeram esta temática como área prioritária de estudo.

O projecto Teacher Education for Inclusion, que teve início em 2009 e será finalizado em 2012, envolve 60 especialistas de 26 países europeus, incluindo Portugal, e conta com a participação da UNESCO, da OCDE e da Comissão Europeia.

Questões centrais do projecto:

  • Que professores precisamos, numa escola do século XXI, para uma sociedade inclusiva?
  • Quais as competências essenciais, dos professores do ensino regular, necessárias para uma educação inclusiva?
Com base na informação recolhida nos diferentes países, dados relativos à formação inicial de professores e identificação de boas práticas, o projecto culminará com a elaboração de um perfil de competências para os professores do ensino regular que terá em conta as atitudes e os conhecimentos considerados essenciais para o desenvolvimento de práticas inclusivas.

No site da European Agency for Development in Special Needs Education, em http://www.european-agency.org/agency-projects/teacher-education-forinclusion, encontram-se já disponíveis alguns documentos elaborados no âmbito deste projecto, designadamente os relatórios nacionais e a revisão da literatura no que concerne à investigação desenvolvida neste domínio e a documentos publicados por organismos internacionais sobre politicas educativas.

Fonte: gritodemudanca

quinta-feira, 10 de março de 2011

Dia Internacional da Síndrome de Down 2011


"Inclusão acontecendo, amplie este exemplo!" é o tema do Dia Internacional da Síndrome de Down de 2011, escolhido pela FBASD. A trilha sonora foi gentilmente cedida pelo cantor Lenine, autor de "Diversidade." O vídeo é uma montagem de fotografias de crianças e jovens com síndrome de Down. Legendas em português, inglês e espanhol. Clique em "CC" para alterar as legendas.

Projeto que cria comissão em favor das pessoas com deficiência aguarda indicação de relator

A Câmara poderá contar com mais uma comissão permanente. Projeto (PRC 20/11) em andamento na Casa prevê a criação da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Apresentado pelos deputados Mara Gabrilli (PSDB/SP), Rosinha da Adefal (PTdoB/AL) e Walter Tosta (PMN/MG), todos portadores de deficiência, o projeto estabelece que a 21ª comissão deverá acompanhar, monitorar e fiscalizar, de modo contínuo, as proposições e ações voltadas às pessoas com deficiência.

A deputada Mara Gabrilli destacou que a mobilidade, por exemplo, atinge não só os deficientes, mas também pessoas com dificuldade de locomoção, como os idosos. A ideia, segundo Mara Gabrilli, é incluir questões como essa na pauta de um debate contínuo.

"Tudo que teve até hoje na Câmara e no Senado foram movimentos passageiros. Tanto frente parlamentar, quanto comissão especial, quando, na verdade, é um assunto que não acaba."

Presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do DF, Márcia Muniz vê com bons olhos a criação de uma comissão permanente. Ela ressalta que a iniciativa poderá ser repetida nos estados, o que representa avanços. Segundo Márcia Muniz, muitos projetos atualmente em tramitação não levam em conta o portador de deficiência e agora isso pode mudar.

"Além dessa comissão ter a possibilidade de analisar todos os projetos que estão em andamento na Câmara sob a ótica da acessibilidade, não só da acessibilidade física, quero deixar bem ressaltado. Então, com essa visão, nós vamos ter a inserção da pessoa com deficiência em tudo que circula na Câmara. Isso é muito importante para o país."

O projeto que prevê a criação de uma comissão permanente para garantir os direitos dos portadores de deficiência aguarda indicação de relator na Comissão de Constituição e Justiça. A proposta tramita em regime de prioridade e precisa ser votada em plenário, antes de seguir para análise no Senado.

De Brasília, Idhelene Macedo.

Lançada Frente parlamentar de Defesa dos Direitos das pessoas com deficiência

A deputada alagoana Rosinha da Adefal (PTdoB) foi escolhida pelos seus pares para assumir a presidência daFrente Parlamentar de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Congresso Nacional. Seu vice será o deputado Romário.
 
Criada em 2007, pelo deputado Geraldo Resende, a Frente é mista, composta por deputados e senadores, formando por um bloco suprapartidário.
 
São finalidades da Frente: 
a) acompanhar as políticas e ações que se relacionam às pessoas com deficiência;
b) promover debates, simpósios, seminários e outros eventos pertinentes ao tema, divulgando seus resultados; 
c) promover o intercâmbio com entes assemelhados de parlamentos e entidades de outros países,visando o intercâmbio de ações congêneres; d) acompanhar a tramitação de matérias na Câmara dosDeputados e no Senado Federal que tratem do assunto pessoas com deficiência e correlatos.
 
A primeira reunião oficial da Frente, em 2011, ocorreu no dia 23 de fevereiro e contou com a presença dosDeputados Mara Gabrilli, Rosinha da Adefal, Valter Tosta, Romário, Otávio Leite, Geraldo Barbosa e LuizHenrique Mandetta.
 
Para a indicação para a presidência, Rosinha contou com o apoio imediato dos deputados Mara e Tosta, comquem vem afinando as ações, em prol da acessibilidade e da inclusão social das pessoas com deficiência. No transcorrer da reunião, os demais parlamentares também declararam seu apoio à deputada alagoana.
 
Na próxima terça-feira, dia 1º de março, haverá mais uma reunião preparatória, na qual se pretende chegar auma data para o evento de reativação oficial da Frente, que deve ocorrer na segunda quinzena de março. Naocasião também serão discutidas questões como a necessidade de reforma do estatuto que regulamenta aFrente Parlamentar.
 
Um dos grandes desafios da Frente será o projeto de lei que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência,que vem sofrendo severas críticas por parte da sociedade civil organizada. A regulamentação da ConvençãoInternacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU) também será tema a ser discutido.
 
A luta pela acessibilidade nos grandes eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos é ponto dedestaque, a ser apreciado. As datas comemorativas, símbolos de luta para o Movimento de Inclusão Social,serão observados pela Frente, que já se mobiliza para o próximo dia 21, Dia Internacional da Síndrome deDown.
 
A Deputada agradeceu a confiança e apoio de seus pares, ressaltando que com esta indicação o seucompromisso com a inclusão e a acessibilidade foram ainda mais ampliados.

Realidade de outros segmentos é bem mais preocupante

Pessoas com deficiência, negros e homossexuais têm ainda mais dificuldade que as mulheres para conquistar "um lugar ao Sol" no concorrido mundo da atuação política

Elas são minoria na política brasileira, mas, se comparada a outros grupos, as mulheres podem até se considerar privilegiadas. O espaço de pessoas com deficiência, negros e homossexuais no Congresso Nacional é ainda mais minguado que o delas – e com obstáculos culturais ainda mais difíceis de serem ultrapassados. “No Brasil, precisaremos de um Obama pra mudar a situação”, sugere o deputado federal Edson Santos (PT-RJ), em referência ao presidente dos Estados Unidos Barack Obama, ao ser perguntado pelo O POVO por que ainda são poucos os negros a ocuparem uma cadeira no Congresso Nacional.

Ele demonstra pouca confiança na evolução da participação negra no poder, pelo menos no curto prazo, mas avalia que a tendência é de melhoria. “O Brasil está mais sensível a essa temática. Há mais políticas sociais afirmativas, que possibilitam a inclusão dos negros em ambientes de destaque, como o acadêmico”.

Quem também está à margem são as pessoas com deficiência. Tamanha é a sub-representação delas no parlamento que somente em 2011 a Câmara dos Deputados desenvolveu um sistema especial de votação. Isso por causa da chegada de uma tetraplégica na Casa: a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). Embora se estime que 15% da população brasileira tenham algum tipo de deficiência física, há apenas três cadeirantes na Câmara. Foi também apenas este ano que o Plenário Ulysses Guimarães recebeu uma rampa de acesso à tribuna onde os deputados fazem pronunciamento. Isso porque Mara se recusou a falar do chão.

Homossexuais
A situação é ainda mais grave para os homossexuais. No legislativo federal, apenas um se diz gay assumido: o deputado Jean Willys (PSOL-RJ). Antes dele, apenas Clodovil Hernandes (PR-SP), já falecido, foi eleito como representante do grupo, mas não defendeu bandeiras levantadas pelo movimento de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero (GLBT). Wyllys é da turma dos confiantes e acha que sua apertada vitória abrirá espaço para a chegada de novos homossexuais ao parlamento.
 
Fonte: opovo

Novo exame de sangue pode prever síndrome de Down

Teste pode eliminar o risco de aborto espontâneo dos exames que atualmente são aplicados em gestantes

Novo método prevê apenas um exame de sangue para detectar a Síndrome de Down nos fetos
Novo método prevê apenas um exame de sangue para detectar a Síndrome de Down nos fetos (Getty Images)
Em breve, os atuais exames invasivos que preveem a possibilidade de uma criança nascer com Síndrome de Down darão lugar a um simples exame de sangue. É o que promete um estudo publicado no periódico Nature Medicine conduzido por pesquisadores do Chipre. Eles afirmam que o teste feito com 40 gestantes previu com precisão os fetos que tinham risco de apresentar a síndrome. Para tanto, foi utilizado o sangue da mãe.
Philippos Patsalis, diretor médico do Instituto Chipre de Neurologia e Genética, que comandou o estudo, disse que os resultados são "muito instigantes". O experimento precisa ser testado em um estudo maior, com cerca de mil gestações, mas mudanças em práticas clínicas já poderão aparecer dentro de dois anos.
"Acreditamos que poderemos modificar este exame, tornando-o muito mais fácil e simples, e então teremos algo para ser introduzido na prática clínica," disse Patsalis.
A síndrome de Down é um distúrbio genético e ocorre em um de cada 700 bebês nascidos vivos em todo o mundo. O risco de ter um bebê com síndrome de Down - que ocorre quando uma criança tem três cópias do cromossomo 21, em vez das duas normais - aumenta com a idade da gestante. O risco incorrido quando a mãe tem 40 anos é 16 vezes maior que o de uma mãe de 25.
Atualmente, os médicos usam um exame chamado amniocentese para verificar a probabilidade de um bebê nascer com a síndrome de Down. O exame geralmente é realizado com 15 ou 16 semanas de gestação e exige a retirada de líquido amniótico da mãe, com a inserção de uma agulha no útero. Como a amniocentese traz um pequeno risco de aborto espontâneo - que Patsalis avaliou em 1 ou 2 por cento -, cientistas vêm buscando maneiras menos invasivas de fazer exames para Down e outras doenças genéticas.
O método de Patsalis usa uma pequena amostra de sangue que é retirada da mãe entre a 11ª e a 13ª semana da gestação. A presença de cópias extras do cromossomo 21 no feto é detectada com a análise do sangue materno. Em uma amostra pequena, a equipe de Patsalis diagnosticou corretamente 14 casos em que havia cópias extras do cromossomo, além de 26 fetos normais. "A abordagem não invasiva vai evitar o risco de aborto espontâneo provocado pelos procedimentos atuais, mais invasivos," escreveram os cientistas, no artigo.

Fonte: veja.abril

quinta-feira, 3 de março de 2011

Galo da Madrugada leva campanha da acessibilidade neste carnaval

O Galo da Madrugada, maior bloco de rua do mundo, com 2 milhões de foliões, apoiará este ano a Campanha Nacional da Acessibilidade. O Galo levará às ruas do Recife (PE), neste sábado (5), um bandeirão da campanha, faixas e um grupo de foliões militantes dos direitos humanos, formado por pessoas com deficiência, crianças e adolescentes, pessoas idosas e população LGBT. A concentração da Ala da Acessibilidade será na Praça Sérgio Loreto, no centro de Recife, a partir das 7 horas.

A ação, que será liderada pelo nadador e medalhista paraolímpico Clodoaldo Silva, é fruto de uma parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, órgão vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).

O Galo aderiu à Campanha Nacional da Acessibilidade em dezembro de 2010, no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, e este ano trará para as ruas um grupo representativo da mistura brasileira, levantando a bandeira da diversidade e do direito humano à acessibilidade. Uma equipe de fotógrafos surdos do projeto Fotolibras fará o registro do desfile.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos também está junto na defesa do direito de todos à acessibilidade. Para convocar todos os brasileiros a seguir essa idéia um enorme bandeirão de 18m X 25m será estendido na fachada do edifício sede na Avenida Guararapes, ponto central do desfile do Galo da Madrugada.

Derrubando barreiras

Atualmente existem 25 milhões de brasileiros com deficiência e outros 23 milhões de brasileiros idosos, gestantes, pessoas obesas, crianças e pessoas com mobilidade reduzida.

O objetivo da campanha é favorecer a conscientização e estimular uma ação pró-ativa em direção à construção de uma sociedade inclusiva, solidária e que possibilite a igualdade de oportunidades, eliminando as barreiras culturais, de comunicação e informação, arquitetônicas, dentre outras, que impedem as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida de participarem efetivamente da vida em sociedade.
 

Campanha FENAPAES - Autodefensoria

13ª Sessão Anual do Fórum Permanente dos Direitos Humanos

PALESTRAS

 22/03/2011 - " Os desafios do meio ambiente sustentável"
19/04/2011 - " Os direitos humanos da pessoa com deficiência"
31/05/2011 - " Os direitos humanos dos encarcerados"
21/06/2011 - " Discriminação racial e os direitos humanos"
23/08/2011 - " O papel do defensor público na defesa dos direitos humanos"
20/09/2011 - " A justiça restaurativa: um novo paradigma"
18/10/2011 - " O município e a efetivação dos direitos humanos"
22/11/2011 - " O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos"

As palestras ocorrerão as 9h na sede da Justiça Federal, no centro de Fortaleza - Praça Murilo Borges, nº01 - 5º andar - Centro - Auditório Hugo de Brito Machado.

A promoção é do IBDH, do CETREI (PGE), da Associação dos Procuradores do Estado do Ceará e da Pós-Graduação em Direito da UFC.


Fórum discute inclusão de pessoas com deficiência no mercado

Na próxima quinta-feira (3), a Serasa Experian realiza o 24º Fórum Serasa Experian de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência, em parceria com o Terra e a Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Estado de São Paulo. O tema desta edição será a Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mundo do Trabalho: Estados Unidos e Brasil. Pela primeira vez, o fórum terá transmissão simultânea pelo Terra, parceiro do programa na qualificação profissional de pessoas com deficiência.Para palestrar sobre a realidade americana, a Serasa Experian convidou Susanne Bruyère, diretora do Employment and Disability Institute, órgão ligado à Cornell University de Nova York. O instituto é responsável por conduzir pesquisas, prover educação continuada e assistência técnica em todos os aspectos da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A empregabilidade das pessoas com deficiência no Brasil, por sua vez, será comentada pelos especialistas José Pastore, professor titular aposentado da Faculdade de Economia Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, e professor de Relações do Trabalho da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo; e Hélio Zylberstajn, professor titular da Faculdade de Economia Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, e presidente da Associação Instituto Brasileiro de Relações de Emprego e Trabalho - Ibret.O objetivo dos Fóruns Serasa Experian de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência é promover a troca de experiências e fazer com que esses encontros se traduzam numa ferramenta eficaz de responsabilidade social, para o crescimento da empregabilidade das pessoas com deficiência no País. Para assistir à transmissão ao vivo, basta acessar o Terra no horário marcado para o início do evento e acompanhar as palestras e debates em tempo real.
Serviço
24º Fórum Serasa Experian de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência
Dia 3 de março de 2011
Das 14h às 18h
Local: Auditório da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10
Barra Funda - São Paulo/SP
Estacionamento no Local
Inscrições por meio do link.


quarta-feira, 2 de março de 2011

RELATÓRIO MUNDIAL SOBRE DEFICIÊNCIA

WORLD REPORT ON DISABILITY

No próximo dia 9 de junho de 2011, na sede da Organização Mundial da Saúde - OMS, em Genebra, Suíça, ocorrerá o lançamento internacional do WORLD REPORT ON DISABILITY, com a presença de autoridades internacionais e estatais, celebridades com deficiências e representantes de organizações científicas, organizações não-governamentais e organizações profissionais que lidam com pessoas com deficiências. O RELATÓRIO MUNDIAL SOBRE DEFICIÊNCIA é um documento que resume as mais importantes evidências científicas sobre o tema, com recomendações para ações de apoio à Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiências (2006). Após o lançamento, haverá uma sessão técnica para explicar como podem ser implementadas as recomendações feitas.

A OMS informa que pessoas com deficiências são as que mais sofrem desvantagem social e econômica e têm seus diretos negados em muitos países. Cerca de 80% das pessoas com deficiências vivem em países de baixa renda. Apesar deste problema ser vultuoso, há pouca informação científica disponível. O RELATÓRIO MUNDIAL SOBRE DEFICIÊNCIAS aborda a necessidade de se ter dados confiáveis e se desenvolver pesquisas de melhor qualidade. O documento é uma atualização sobre o que aconteceu nos últimos trinta anos e explora as evidências atuais incluindo as diferentes situações de discriminação e barreiras, oferecendo uma análise de diversas experiências que contribuíram para melhorar a vida de pessoas com incapacidades quanto à saúde, reabilitação, serviços de apoio, infra-estrutura, transporte, educação e emprego.

Quatro pequenos filmes sobre pessoas com deficiências vivendo na Tanzânia, Líbano, Reino Unido e Bolívia foram produzidos para sensibilizar a população mundial sobre os desafios de ser deficiente. Os filmes estão disponíveis no portal da OMS, no canal WHO do YouTube e por meio de links no Facebook.

A Fonoaudiologia internacional estará oficialmente presente por meio da diretoria da International Association of Logopedics and Phoniatrics - IALP, que contribuirá na disseminação dessas informações. Solicitamos aos
fonoaudiólogos que repassem essa mensagem às suas listas e ajudem a mobilizar o interesse internacional para remover as barreiras de participação das pessoas com deficiência na sociedade.
Esperamos que as deficiências na comunicação sejam dignamente reconhecidas como possíveis impedimentos à sociabilização e ao pleno desenvolvimento humano e que o referido documento nos ajude na luta pelo acesso da população aos serviços fonoaudiológicos. Alinhada com as tendências internacionais, a
SBFa, no presente ano, propôs como lema do 19o Congresso Nacional e 8o Congresso Internacional de Fonoaudiologia, "Comunicação como um direito de todos". Organize sua agenda para estar presente nesse marco histórico.

Conheça o primeiro tetraplégico a saltar de paraquedas

Um salto de paraquedas muito diferente. Luiz Sabiá levou o tetraplégico Fábio Fernandes para voar pelos céus de Cabo Frio. Pela primeira vez na história um cadeirante faz este tipo de salto. Para isso acontecer houve toda uma preparação, principalmente em relação as pernas. Fábio teve que fazer muita musculação.

A altura do salto era de 4500 metros. A adrenalina foi muito grande e a preocupação redobrada para nada dar errado. Enquanto assistia a matéria, Fábio emocionado dizia que os profissionais que ali estavam eram maravilhosos.

Durante a reportagem um depoimento bastante emocionante. O ex-baterista da banda O Rappa Marcelo Yuka falou sobre a superação deste problema. Ele sofreu um assalto, foi baleado e ficou paraplégico.

Depois de 45 segundos no ar Fábio chega à água e é recebido pela equipe de terra. “O cara me pegou ali na água me deu um abraço, muito feliz.”

Acesse aqui e assista o vídeo...

No fim o agradecimento para todos que participaram deste projeto. “Obrigado gente por realizar esse sonho, muito obrigado mesmo”.

E para quem está em casa fica o recado dele. “Nossa vida serve de instrumento para abrilhantar e ajudar outras pessoas. Não existe limite para o ser humano e se existe, nós podemos quebrar.

Veja: Praia do Forte é cenário do primeiro salto solo de um tetraplégico no mundo

Fonte: Globo Vídeos (27/02/2011)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Diversidades (14/02/11) - Síndrome de down

Estabilidade de empregados reabilitados ou portadores de deficiência gera polêmica

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Foram criadas medidas de inclusão para deficientes e pessoas em reabilitação, a fim de assegurar espaço para tais profissionais dentro das empresas
A administração de empresas atual enxerga cada vez mais o cuidado com as pessoas como grande foco de sustentação do negócio. Diante disso, foram criadas medidas de inclusão para deficientes e pessoas em reabilitação, a fim de assegurar espaço para tais profissionais dentro das empresas. Exemplo disso é que a legislação atual obriga as empresas com mais de 100 funcionários a contratar de 2% a 5% de profissionais com algum tipo de deficiência.
As regras para manutenção dos deficientes e reabilitados nos empregos, no entanto, tem gerado certa polêmica no meio empresarial – há dúvidas sobre possibilidade de demissões e como fazer a substituição do profissional. Saber se é possível demitir uma pessoa portadora de deficiência ou se há a necessidade de substituição direta por outro profissional na mesma condição estão entre as principais dúvidas dos gestores de RH das empresas.
Para esses gestores, é importante esclarecer que, por lei, a demissão imotivada de um portador de deficiência ou reabilitado exige que a empresa apenas arque com o ônus da demissão, assim como na demissão de quaisquer outros funcionários – se, após a demissão, a empresa ainda se encontrar dentro do parâmetro legal de ter em seu quadro de funcionários o número mínimo de portadores de deficiência (entre 2% e 5% do total).
Desta forma, não é necessário que a substituição de um portador de deficiência demitido seja realizada por outro na mesma situação. Para empresas que buscam um posicionamento conservador e livre de riscos o indicado é substituir os empregados nos casos de dispensa imotivada. No entanto, o mais importante é permanecer cumprindo a meta de cotas imposta pela Lei, uma vez que o objetivo principal da lei de proteção aos empregados reabilitados ou portadores de deficiência visa exclusivamente resguardar os interesses desses empregados.

Deputados qurem criar comissão para defender pessoas com deficiências

Deputados querem criar a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência

Mara Gabrilli discursa na tribuna da Câmara: gabinete da deputada terá que passar por reforma (Paulo de Araújo/CB/D.A Press)
Mara Gabrilli discursa na tribuna da Câmara: gabinete da deputada terá que passar por reforma  

As atuais 20 comissões permanentes da Câmara dos Deputados podem aumentar, caso seja confirmada a criação da primeira bancada de deficientes físicos no Congresso Nacional. Os três parlamentares cadeirantes — Mara Gabrilli (PSDB-SP), Rosinha do Adeval (PTdoB-AL) e Walter Tosta (PMN-MG) — pretendem apelar pessoalmente ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para que reforce a instalação de uma Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. “Todos querem criar comissões em defesa de índios, negros, crianças e mulheres, mas a deficiência extrapola os culturalmente excluídos, pois todos eles podem ter algum tipo de deficiência”, diz Gabrilli.

Desde a redemocratização, o primeiro deputado federal cadeirante eleito para a Câmara dos Deputados foi Leonardo Mattos (PV-MG), que exerceu mandato entre 2002 e 2006. Na Legislatura passada, não havia deficientes físicos entre os deputados. Desde a posse, em fevereiro, no entanto, a bancada ganhou relativa força com os mandatos de Mara, que é tetraplégica, de Rosinha e de Tosta, que são paraplégicos. Os três assinaram o Projeto de Resolução n° 20/2011, pedindo à Câmara que crie uma comissão especialmente para analisar as propostas que versem sobre portadores de necessidades especiais. A intenção é incentivar leis que melhorem o atendimento pelo Estado às pessoas com deficiência e tratem questões de acessibilidade.

Hoje, as Mesas Diretoras das duas Casas do Congresso Nacional não são acessíveis a cadeirantes. A Câmara, no entanto, disponibilizou um aparato que conduz a cadeira de rodas à tribuna e prometeu fazer novas adaptações aos deficientes físicos durante o recesso de julho. Outras mudanças também são necessárias, como a reforma dos gabinetes destinados aos três. Como nenhum deles é ex-presidente do parlamento, Mara, Rosinha e Tosta não têm direito a escritórios no Anexo 2 da Câmara — os mais amplos e próximos do plenário. Os escritórios do trio ficam no Anexo 4 e, no caso de Mara, o espaço terá de passar por pequena modificação para aumentar o tamanho do banheiro.

Legislação específica
O principal objetivo dos três deputados com a criação da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, no entanto, é promover modificações na legislação específica aos deficientes. Das políticas públicas de saúde e Previdência Social às de inserção no mercado de trabalho, sobram lacunas no que diz respeito a contemplar quem sofre de doenças degenerativas ou que provoquem limitações físicas.

“Portadores de doenças como a esclerose lateral amiotrófica, que paralisa a pessoa em dois anos, não conseguem a aposentadoria antes de morrer, tamanha a burocracia que envolve a concessão do benefício. Para dar condições de inserção no mercado, então, o trabalho é demorado. Há questões como transporte e capacitação profissional nas quais o Estado simplesmente não atua com o olhar voltado para essas pessoas”, critica Mara.

Fonte: correiobraziliense